O diretor de uma das maiores associações patronais da Nova Zelândia foi demitido após a polêmica levantada no país por uma entrevista em que ligou os salários mais baixos das mulheres ao fato de elas menstruarem.
Alasdair Thompson, diretor executivo da Employer's and Manufacturing Association (EMA), disse a um programa de rádio que as mulheres recebem menos (em comparação aos homens) porque sua produtividade é menor.
"Quem tira mais licença médica? As mulheres, em geral. Por quê? Porque uma vez por mês elas têm problemas de saúde", disse o executivo, referindo-se à menstrução.
Thompson particiopava de um debate sobre diferença salarial entre homens e mulheres no país.
Na Nova Zelândia, o salário das mulheres é, em média, 12% menor que o dos homens, seguindo uma tendência mundial - no Brasil, por exemplo, a diferença é bem maior, de 34%, segundo dados de 2009 da Confederação Internacional dos Sindicatos (ICFTU, em inglês).
"Elas têm filhos dos quais precisam cuidar e às vezes precisam tirar licença para faltar ao trabalho por causa disso. Não é culpa delas, mas afeta a produtividade", disse Thompson.
As declarações provocaram duras críticas e muita discussão no país. Até o primeiro-ministro, John Key, criticou o executivo e disse que sua demissão era inevitável.
Após a repercussão negativa, o executivo pediu desculpas pelas declarações.
A ministra de Assuntos Femininos da Nova Zelândia, Hekia Parata, elogiou a demissão de Thompson, na quarta-feira.
"Acho que esta é uma mensagem clara de que tais declarações são inaceitáveis", disse a ministra.
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