Reportagem da revista Veja, desta semana, aponta os detalhes do esquema de corrupção que acontecia no Ministério dos Transportes e nas autarquias vinculadas ao órgão como o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e Valec. A publicação aponta que o diretor afastado do Dnit, Luiz Antônio Pagot, utilizava um hotel em Brasília para receber a propina dos empresários que ganhavam as licitações de obras.
"O diretor do Dnit recebia ‘entregas" em um hotel de Brasília. ‘O quarto era uma bagunça. “Ele marcava uma reunião lá, a gente chegava, falava sobre a obra, deixava o envelope com o ‘acerto” em cima da mesa e ia embora como se nada tivesse acontecido. Às vezes, tinha até uma assessora dele junto”, conta o lobista de uma empreiteira”, aponta trecho da reportagem.
O ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, também utilizava um apartamento no mesmo hotel para fazer "negócios". "O chefe de gabinete do ex-ministro Alfredo Nascimento, o auditor Mauro Barbosa, também demitido, tinha menos pudor. Ele recebia seu ‘acerto" no próprio ministério. Revela um empreiteiro. ‘O combinado era o ‘pagamento" ser feito até dez dias depois da liberação das faturas. Uma assessora dele ligava para marcar a audiência. A gente colocava o dinheiro em um envelope e deixava sobre a mesa de trabalho dele"", diz outro trecho da reportagem.
Veja aponta ainda que a corrupção no ministério era tão grande que o próprio ministro uma vez chegou se espantou e disse: "Isso dá cadeia! Vou pedir uma sindicância agora". O susto de Nascimento se revelou devido a uma obra em Minas Gerais. Em um trecho de construção de uma rodovia apenas 2,16 quilômetros haviam sido realizados ao custo de R$ 35 milhões. Ou seja, duas vezes e meia a média nacional. A obra foi uma das muitas paralisadas por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) por indícios de irregularidades, "como a contratação de empreiteira que não participou da licitação e um gasto "injustificável" de 21 milhões de reais", diz outro trecho.
Pagot deve dar esclarecimentos amanhã ao Congresso Nacional sobre as acusações de corrupção no órgão. Somente após este procedimento, ele deve se pronunciar oficialmente à imprensa sobre o caso. No entanto, ele sempre nega as acusações reveladas pela revista a cerca de duas semanas. Pagot está usufruindo de férias, mas quando voltar deve ser demitido pela presidente Dilma Rousseff, assim como os demais comandantes dos órgãos vinculados ao ministério.
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