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EUA quer aliança com Brasil para combater subsídios

18 outubro 2003 - 14h27

Os Estados Unidos, por intermédio da sua embaixadora no Brasil, Donna Hrinak, sugeriram ontem celebrar uma aliança com o Brasil para combater os subsídios agrícolas praticados pela União Européia e pelo Japão.A proposta (ainda extra-oficial) foi feita em Porto Alegre, onde a embaixadora participou de algumas atividades, incluindo um encontro com empresários gaúchos anteontem na Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul) e o seminário "Ideologias à parte, tudo sobre Alca", promovido pela Amcham (Câmara Americana de Comércio), realizado ontem.Nas negociações da Alca (Área de Livre Comércio das Américas), o Brasil e os EUA têm se digladiado justamente em razão de subsídios agrícolas dos quais, segundo o governo brasileiro, os norte-americanos não abrem mão.Tal aliança seria, de acordo com a embaixadora, celebrada no âmbito do grupo de Cairns (entidade que congrega os grandes países produtores de produtos agrícolas, entre os quais EUA e Brasil)."A maneira mais efetiva para o Brasil defender os seus interesses na agricultura talvez seja trabalhar com os Estados Unidos e com os outros países do grupo Cairns para exigir a redução dos subsídios na Europa e no Japão", disse ela, procurando ressaltar o esforço dos norte-americanos para diminuir os subsídios praticados por japoneses e europeus.Um exemplo que ela cita é a proposta feita pelos Estados Unidos, em julho do ano passado, de reduzir os subsídios internos à agricultura e eliminá-los nas exportações."Queremos um mundo sem subsídios domésticos na agricultura, mas também sabemos que vivemos em um mundo real", afirmou ela.InteressesDefendendo uma Alca "ampla" e até mesmo a discussão dos subsídios agrícolas na região, a embaixadora norte-americana afirmou que a parte mais fácil da negociação já está resolvida, faltando, agora, equilibrar os interesses dos 34 países envolvidos.Hrinak defende janeiro de 2005 como prazo limite para o acordo, e não o adiamento. Uma conquista importante, segundo ela, é manter aceso o mecanismo de solução de controvérsias entre os países.

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