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SAÚDE

Estudo mostra como a diabetes tipo 2 ocorre em pessoas obesas

28 novembro 2017 - 10h59Por G 1

Campanhas de saúde pública já alertam a população acerca dos riscos à saúde advindos da obesidade. Um dos mais citados é o desenvolvimento da resistência à insulina, quando o hormônio utilizado para metabolizar a glicose torna-se insuficiente.

No entanto, o porquê desse fenômeno acontecer não está muito bem estabelecido pela ciência -- ainda mais quando se consideram os complicados mecanismos moleculares envolvidos.

Em estudo publicado nesta terça-feira (28) na "Nature Communications", pesquisadores mostram como o fígado media esse processo -- o que abre caminho para novas terapias contra a diabetes tipo 2 (a forma adquirida da doença).

A pesquisa foi realizada pela Universidade de Genebra, na Suíça, e teve como coordenador o professor Roberto Coppari, da Faculdade de Medicina da instituição.

Eles demonstraram em cobaias que a obesidade faz aumentar os níveis da proteína PTPR-γ. Essa substância acaba por inibir a ação de receptores de insulina localizados na superfície do fígado, o que faz com que a presença do hormônio não seja percebida.

A obesidade e a inflamação

A obesidade é um fator de risco para várias doenças pela ação inflamatória generalizada que a condição deflagra no organismo.

Uma inflamação é a resposta do sistema imune a um agente invasor.

Com o ganho de peso em excesso, todo o organismo ativa o sistema imunológico, gerando uma constante inflamação e um desequilíbrio metabólico generalizado. Situação leva, por exemplo, à diabetes tipo 2.
Fonte: Lumeng, Carey; Saltiel, Alan. 'Inflammatory links between obesity and metabolic disease'. Journal of Clinical Investigation

Como foi o estudo

Para chegar aos resultados, cientistas primeiro fizeram vários testes em indivíduos portadores da condição e observaram que eles apresentaram níveis aumentados da proteína (acredita-se que a inflamação causada pela obesidade eleve os níveis do composto).

Depois, fizeram diversos experimentos em ratos que modificava a expressão da substância; na presença da proteína, a resistência à insulina ocorria; já na ausência, as cobaias não desenvolviam a condição.

Em uma segunda fase do experimento, cientistas modificaram a presença da proteína somente no fígado e observaram os mesmos resultados descritos acima. Isso demonstrou, assim, o papel fundamental do órgão no processo.

O achado abre caminho para novas terapias que visem ao bloqueio da proteína no organismo; combatendo, dessa maneira, o desenvolvimento da diabetes tipo 2.

Os cientistas salientam, ainda, que a proteína está presente na membrana celular -- o que faz com que o acesso de drogas a essa substância seja mais fácil. Pesquisadores agora vão testar drogas capazes de bloquear o composto.

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