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Estudo com camundongos mostra como som pode despertar medo

11 dezembro 2011 - 10h16

Pesquisadores de um instituto suíço identificaram como camundongos podem sofrer a sensação de medo após ouvirem certos tipos de sons. O estudo foi divulgado na edição desta semana da revista científica "Nature".

Ao tentar entender o que o corpo faz ao processar sensações recebidas do exterior, a equipe do cientista Andreas Lüthi descreveu um sistema de circuitos neurais que é responsável pelo aprendizado do medo.

As sensações de medo e ansiedade são desenvolvidas em uma região no cérebro conhecida como amígdala - que não deve ser confundida com as estruturas de mesmo nome localizadas no fundo da garganta.

Alterações nesta área podem levar a distúrbios de ansiedade, condições que são observadas em 10% de todos os adultos no mundo.

Segundo os cientistas, umas das causas possíveis para tantos casos de ansiedade seria o fato das pessoas encararem certas situações ou objetos como se fossem mais perigosos do que realmente são.

Mas as sensações humanas não existiriam se uma outra região do cérebro - o córtex - não interpretasse os sinais enviados pela natureza: cheiros, imagens, ruídos, gostos e texturas.

Normalmente, o córtex é mais lembrado por ser o local no cérebro responsável pela percepção e pela capacidade de aprendizado. Mas agora os cientistas começam a estudar a área com a atenção voltada para os sentimentos que são despertados em uma pessoa.

Uma dessas áreas é exatamente o sistema de circuitos neurais descoberto por Lüthi, que é professor na Universidade da Basileia.

Durante o trabalho no Instituto Friedrich Miescher de Pesquisa Biomédica, o especialista fez camundongos se sentirem incomodados toda vez que determinado som era emitido. Enquanto "aprendiam" a ter medo, os animais tinham seus neurônios monitorados pelos pesquisadores.

Os cientistas descobriram que cada som "desagradável" que os camundongos escutavam despertava uma redução na atividade de inibição das sinapses - regiões usadas por um neurônio para se comunicar com o outro. Essa diminuição seria indispensável ao aprendizado do medo, segundo Lüthi.

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