O prédio da reitoria da Universidade de Brasília (UnB) não é mais ocupado apenas por estudantes do Distrito Federal. Alunos de várias partes do país, de instituições públicas e privadas, têm chegado ao local e se unido ao movimento de ocupação, que teve início na quinta-feira passada (3). A principal reivindicação: a saída do reitor, Timothy Mulholland, e do vice-reitor, Edgar Mamiya.
Eles são jovens de vários estados do Brasil que rumaram à capital dispostos a dormir em acampamentos improvisados, ouvir discursos gritados em megafone e perder dias de aula. Segundo esses estudantes, todo o esforço é para fortalecer o movimento estudantil nacional. Dos cerca de 150 alunos que ocupam o prédio, estima-se que haja 20 de fora. "Muita gente que vem de fora pensa que somos um bando de baderneiros. Mas nossa luta é legítima: queremos melhorar a universidade", disse Júlia Almeida, estudante de letras da Universidade de São Paulo (USP).
'Eu ocupei'
Usando uma camiseta estampada com os dizeres "Reitoria: eu ocupei - UFPA", a estudante de direito Fernanda Bandeira, do Pará, elogiou os ocupantes da UnB. "As ocupações costumam falar em assistência estudantil, e, aqui, se fala em modelo de ensino", disse a veterana em invasões de reitorias.
Como ela, o estudante Tiago Guapo, de Maringá (PR), também conhece o dia-a-dia de uma ocupação. Em 2004, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) teve a reitoria invadida pela primeira vez no governo Lula, fato que o estudante conta com orgulho.
"Esse movimento serve de estímulo para nós. O processo é nacional: o que sentem os estudantes aqui, sentem os do Sul, os do Norte, de qualquer lugar", desabafou.
Volta adiada
A fim de promover em Brasília resultados que ecoassem em Porto Alegre, Rodolfo Mohr, estudante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), chegou à UnB na última quarta-feira (9) e já adiou os planos de voltar para casa. Ele iria lutar pela paridade no conselho universitário da UFRGS nesta sexta-feira (11), mas decidiu passar a responsabilidade aos colegas que ficaram lá e ganhar mais "experiência" na reitoria da Universidade de Brasília.
"É importante apoiar. A UnB é uma universidade grande e tem influência. Quando soubemos da ocupação, passamos a tarde ligando para outras universidades para convocá-las", contou Rodolfo, que estava indignado com a falta de notícias sobre o assunto nos jornais gaúchos.
Da Universidade de Campinas (Unicamp), a estudante de Ciências Sociais Tatiana Gonçalves também chegou para apoiar os alunos da UnB. No carro, vieram com ela mais quatro amigos. Os estudantes chegaram na quarta (9) e não pensam em data para voltar.
"Em número, a gente não faz muita diferença, mas podemos dar um fôlego ao movimento e fazer com que ele ganhe mais força", ressalta. Enquanto estão acampados, os estudantes da UnB esperam a solidariedade de mais alunos de outros estados.
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