Se há profissionais que torcem para não trabalhar muito em competições esportivas são os médicos. A estrutura é organizada com cuidado e está sempre pronta para qualquer atendimento. No entanto, a expectativa é de que as macas circulem o menos possível nos ginásios e os hospitais sejam pouco utilizados.
No Mundial Feminino de Handebol, disputado em São Paulo, não é diferente: os médicos estão preparados para entrar em ação, caso necessário. O setor tem, no total, 25 pessoas para atender as quatro sedes (Santos, Barueri, São Paulo Capital e São Bernardo). São oito ambulâncias e nove hospitais conveniados.
Cada cidade tem duas ambulâncias-UTI e uma sala de pronto-atendimento. O médico responsável em cada local é cercado por ortopedistas e profissionais de outras especialidades, como dentistas, otorrinolaringologistas, ginecologistas e dermatologistas. "Não tratamos somente casos relacionados diretamente à competição, mas também problemas crônicos de algumas atletas, como alergia na pele ou resfriado", destacou Leandro Gregorut Lima, médico da Seleção Brasileira e um dos coordenadores da área médica no Mundial.
De acordo com as determinações da Federação Internacional de Handebol (IHF, sigla em inglês), o setor deve auxiliar atletas e comissões técnicas. No Brasil, no entanto, a equipe foi além. "A gente se dispôs a atender profissionais da IHF e jornalistas internacionais, além do público, o que, oficialmente, é responsabilidade das prefeituras locais", completou Leandro. Nos ginásios, também há sala exclusiva para os torcedores.
Os parentes de uma atleta da Suécia que foram passear no Rio de Janeiro e voltaram para São Paulo com insolação e queimadura de dois graus foram socorridos pela equipe médica. "Eles nos procuraram para saber onde poderiam buscar ajuda e nós mesmos resolvemos, com pomadas e indicação de como fazer compressas", contou o coordenador.
Quase todas as seleções já receberam cuidados médicos, entre elas Alemanha, Cazaquistão, Espanha, Holanda, Dinamarca, Romênia, Tunísia e Japão. A França ainda está ‘invicta’. "Já tivemos contusão no dedo, lesão ligamentar no joelho, suspeita de fratura de costela e de lesão na traqueia", contou Leandro. "Quando alguma atleta precisa ser removida para o hospital, um dos nossos médicos a acompanha ou um representante nosso na unidade a recebe."
A palavra-chave do trabalho é agilidade, para dar às jogadoras o atendimento correto, seja em quadra, na sala do ginásio ou no hospital. "Qualquer negligência será lembrada depois. Por isso, damos o nosso melhor e tentamos ser exemplo. Isso é muito importante, porque, quando as brasileiras vão jogar fora, também esperamos ser bem atendidos."
O setor médico recebeu elogios da IHF. Uma parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (SP) foi fechada para o Mundial. Os residentes de Medicina Esportiva da instituição de ensino acompanham os jogos nos ginásios e entram em ação sempre que necessário.
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