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Especialistas duvidam de tecnologia nuclear do Brasil

18 outubro 2004 - 14h20

Especialistas na área nuclear consultados pela BBC Brasil disseram duvidar que a tecnologia brasileira, que causou polêmica internacional e levou a ONU a ordenar inspeções nas instalações do país, seja de ponta, como o governo brasileiro alega.Os analistas dizem que a ultracentrífuga de Resende (RJ), que deverá ser verificada parcialmente pelos inspetores, "deve ser melhor do que as piores" ou é apenas "uma máquina mais ou menos".De acordo com o governo brasileiro, a ultracentrífuga teria a capacidade de enriquecer urânio (usado como combustível para usinas nucleares) com o menor desgaste possível, "já que não haveria atrito entre os metais". A máquina seria capaz de girar em uma velocidade tão alta que "flutuaria em um campo magnético"."Todas as máquinas flutuam", comentou Henry Sokolski, que trabalhou no Pentágono como chefe da equipe de não-proliferação nuclear entre 1988 e 1993 e hoje é diretor-executivo do Centro de Educação para Políticas de Não-Proliferação, em Washington."Os brasileiros dizem que ela é 30% mais eficiente e que é única. Mas ela não é, provavelmente, a mais eficiente ou a mais nova. Com certeza, ela deve ser melhor dos que as piores. Mas o quanto melhor, eu não sei."Sokolski destaca que não viu a centrífuga de Resende, mas tem informações vindas de pessoas que a viram."Muitos especialistas dizem que a centrífuga do Brasil é similar à chamada P2, que você encontra no Irã e no Paquistão.""Segredo industrial"O britânico Gary Dillon, ex-inspetor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e chefe da equipe que foi para o Iraque entre 1993 e 1999, diz que existem dois tipos de tecnologia: uma é lubrificada a óleo, raramente usada hoje em dia, e a outra, mais comum, é a eletromagnética, em que ocorre um contato direto limitado entre os metais."Não é impossível que o Brasil tenha algo mais avançado. É possível que se tenha algo totalmente magnético com nenhum contato nas superfícies. Não estou sabendo que isso tenha sido feito. Fisicamente é possível, mas eu duvido."O americano David Albright, ex-inspetor de armas nucleares da AIEA e presidente do Instituto para Ciência e Segurança Internacional, em Washington, diz acreditar que existam tecnologias mais econômicas e rápidas do que a brasileira.Para ele, a ultracentrífuga de Resende "é uma máquina mais ou menos".Mesmo assim, o especialista acredita que a informação sobre a ultracentrífuga deve ser guardada em sigilo.

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