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ELEIÇÕES 2014

Especialistas afirmam que ataques de Dilma seguraram crescimento de Marina

04 setembro 2014 - 12h48

oglobo.com

Após divulgação de nova rodada das pesquisas Ibope e Datafolha de intenções de votos para as eleições presidenciais, especialistas ouvidos pelo GLOBO apontam que os ataques da campanha da candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) estancaram o crescimento de Marina Silva (PSB) e divergem sobre como serão as próximas semanas eleitorais.

"A pesquisa (Ibope) contribui para sustentar a candidatura da Dilma. Ela interrompeu a queda e ainda cresceu três pontos", avalia o cientista político Pedro Arruda, da PUC-SP. Sonia Fleury, professora da FGV, diz que a diminuição do crescimento de Marina pode estar ligada às suas mudanças de posicionamento. "Talvez ela tenha decepcionado seus eleitores mais históricos. Temáticas como meio ambiente foram reduzidas, dando espaço a questões mais macroeconômicas".

Professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), o cientista político Carlos Ranulfo acredita que os levantamentos inauguram a terceira fase da campanha, após o primeiro momento, quando Eduardo Campos estava na disputa, e depois, a etapa que registrou a subida de Marina. "O crescimento da Marina estancou. Pode ser um esgotamento natural ou um efeito dos contra-ataques", afirma, em referência às declarações de Dilma e Aécio Neves (PSDB).

O cientista político Felipe Borba, da UniRio, aponta que Dilma pode atrair eleitores que, hoje, votam em Marina. "Eleitores que consideram o governo de Dilma regular estão votando na Marina. É um eleitorado que tem medo de arriscar e, geralmente, vota pela permanência. Ao mostrar que o risco está em Marina, Dilma pode atrair votos", afirma Borba.

Para Pedro Arruda, mesmo que Aécio esteja em terceiro lugar desde a entrada de Marina, a candidatura do PSDB não pode ser descartada. "O eleitorado é volátil. O PSDB tem uma estrutura partidária mais bem organizada, governa estados e municípios importantes. Não é o cenário provável, mas não dá para descartar Aécio".

Já Felipe Borba afirma que a passividade da campanha de Aécio está sendo prejudicial para o tucano. "Aécio não está partindo para o ataque. Deveria fazer como (José) Serra fez com o Ciro (Gomes) em 2002. Aécio está agindo como quem disputa um amistoso", afirma o professor.

O historiador Marcus Dezemone, da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e da UFF (Universidade Federal Fluminense), concorda e diz que o tucano é o que mais perde no pleito. "Aécio perde votos se não bater na Marina. A tendência é Dilma estacionada, Marina contendo a empolgação e Aécio estancando a sangria".

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