Enquanto a Bolsa de Valores brasileira derrete junto com os principais mercados acionários do planeta, em meio ao impasse americano sobre o teto da dívida, a taxa de câmbio doméstica retorna para níveis equivalentes aos preços de janeiro de 1999.
Nesse mês, no dia 15, o Banco Central promoveu a mudança do regime cambial de "fixo" (com oscilações administradas pela autoridade econômica) para "flutuante" (com oscilações determinadas pelos fluxos de mercado). Logo após a alteração, a taxa cambial saltou de R$ 1,42 para R$ 1,53.
Segundo profissionais do setor financeiro, a oscilação do preços abaixo de R$ 1,55, um "piso" que vinha se mantendo nos últimos meses, fez uma parcela dos agentes financeiros, que especulam com a moeda, se desfazer rapidamente do ativo. O Banco Central já fez sua habitual intervenção no mercado, com um leilão para compra de dólares, sem conseguir conter a derrocada dos preços.
O Ibovespa, principal termômetro da Bolsa paulista, cai 0,16%, aos 60.174 pontos. O giro financeiro é de R$ 2,55 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, perde 0,30%.
A queda do índice acionário brasileiro somente não é pior por conta das ações da Petrobras, em dia de forte valorização.
A ação preferencial da petrolífera ganha 2,17% é o papel mais negociado, com volume de R$ 454 milhões. Na sexta-feira, a estatal divulgou seu plano de investimentos para o período de 2011-2015, orçado em US$ 224,7 bilhões (R$ 389 bilhões).
O dólar comercial é negociado por R$ 1,539, em queda de 0,90%. A taxa de risco-país marca 159 pontos, número 0,6% abaixo da pontuação anterior.
Analistas elogiaram o plano, porque mostrou um foco maior da companhia em exploração e produção (na comparação com o projeto divulgado anteriormente), contemplando um forte aumento nas metas de produção e um menor investimento em refino, uma demanda antiga do mercado financeiro.
Entre as primeiras notícias do dia, o Banco Central, por meio do boletim Focus, apontou que a maioria dos economistas do setor financeiro ajustou para cima suas projeções para a inflação: a variação prevista do IPCA de 2012 subiu de 5,20% para 5,28%. Para 2011, foi mantido o prognóstico de 6,31%. Nesta quinta-feira, o BC publica a aguardada ata de sua reunião da semana passada, quando elevou os juros de 12,25% para 12,50%.
Folha Mercado
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