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Dirceu não vê pressões inflacionárias no Brasil

13 setembro 2004 - 16h56

"Eu não vejo onde está a pressão inflacionária que pode colocar em risco o controle da inflação". A afirmação foi feita nesta segunda-feira pelo ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, se referindo ao possível aumento dos juros no País. O Copom (Comitê de Política Monetária) anuncia quarta-feira mudanças ou a permanência da taxa básica de juros, hoje em 16%."Mas essa não é a opinião de quem tem o poder de tomar essa decisão", afirmou o ministro se referindo ao Banco Central (BC), dando a entender que os juros podem subir após a reunião do Copom.Na opinião de Dirceu, as pressões e contra-pressões na inflação estabelecem avaliações diferenciadas e que muitos consideram que não há pressão inflacionária e, portanto, não há necessidade de aumento de juros."Eu mesmo esperava juro de 13% até o final deste ano e com o País retomando o crescimento eu fiquei ainda mais convencido disso", afirmou. Segundo o ministro, não há pressão inflacionária que justifique aumento de juros porque os preços que vêm pesando no índice são de alimentos e preços administrados, que tem oscilações e não são capazes de comprometer a meta de inflação. Dirceu defende que a sociedade debata o problema dos juros. "Temos que tirar esse véu de proibição", afirmou.Para o ministro da Casa Civil nenhuma decisão do Copom pode barrar também o crescimento. Mas "um erro cometido na política de juros pode ser mais prejudicial à economia do que uma alta na taxa Selic", afirmou. Dirceu ressaltou também a importância das reformas para impulsionar o crescimento do País e torná-lo sustentável.Ele defendeu a construção de uma aliança popular-empresarial para manter o crescimento econômico. Segundo o ministro, existem alguns problemas de crescimento no País "que não são resolvidos somente no governo, no Parlamento ou só no partido; é necessária a participação de toda a sociedade", concluiu.Dirceu falou esta segunda-feira no 1º Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo. 

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