A presidente Dilma Rousseff pediu ao ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, um estudo sobre a viabilidade da participação de carros elétricos na matriz de transporte brasileira. "Ainda não há decisão de governo", disse neste sábado Mercadante, durante entrevista coletiva para anunciar investimentos da Renault-Nissan no Brasil. Ele lembrou, no entanto, que Itaipu já vem fazendo alguns estudos.
O ministro salientou que essas empresas são líderes mundiais nesse novo segmento de veículos e que a China começa a entrar forte nessa nova condução. "Nossa matriz energética é renovável e o etanol é um êxito como fonte de energia. O carro elétrico ajuda a reduzir emissões nas cidades, mas depende da fonte de energia utilizada. Quem utiliza carvão, acaba emitindo mais carbono", comparou o ministro. Ele acrescentou que o Brasil está "ampliando fortemente" sua matriz energética e eólica.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, destacou que o Brasil hoje é o quarto maior mercado consumidor de automóveis do mundo, perdendo apenas para Estados Unidos, China e Japão. "Acredito que os investimentos são uma relação de valor recíproco: uma grande marca de um lado e do outro, a grande marca Brasil."
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Mais cedo, o presidente mundial da Renault/Nissan, Carlos Ghosn, afirmou que as companhias pretendem dobrar a participação conjunta no mercado brasileiro até 2016, chegando a 13%. Segundo ele, as empresas têm 10% do mercado mundial, mas, no Brasil, a fatia de marcado atual é de cerca de 6,5%.
Após encontro com Dilma para anunciar investimentos na ampliação da fábrica da Renault no Paraná e a construção de uma planta da Nissan no Estado do Rio de Janeiro, Ghosn acrescentou que as companhias também pretendem aumentar o porcentual de conteúdo nacional nos veículos das duas marcas. "Nós consideramos o Brasil um dos mercados mais estratégicos em desenvolvimento de quantidade, mas também de tecnologia", afirmou o executivo.
Atualmente, a Renault tem 5,5% do mercado nacional, enquanto a Nissan possui 1%. De acordo com Ghosn, o objetivo é levar a Renault para um patamar acima de 8% e a Nissan para mais de 5%. "Pretendemos investir no desenvolvimento tecnológico não só do flex fuel, mas também de carros elétricos e híbridos. Temos liderança em termos de desenvolvimento do carro elétrico a nível mundial", concluiu.
Com informações da Agência Brasil
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