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Delcídio propõe nova rota para exportações brasileiras

04 dezembro 2003 - 13h49

O senador Delcídio do Amaral (PT/MS) ocupou a tribuna na sessão de hoje cedo para defender uma integração maior do Brasil com os países limítrofes, com o objetivo de consolidar a unidade da América Latina e garantir melhor segurança e integridade geo-política das fronteiras, " hoje praticamente abandonadas, desprotegidas e ameaçadas pelo crime organizado e interesses internacionais perigosos para toda a região" . Ele aproveitou para comentar o debate realizado em Ponta Porã durante o seminário "A Faixa da Fronteira e o Desenvolvimento" .
Delcídio afirmou que o Brasil possui uma fronteira terrestre com diversos paises latino-americanos de 15.719 Km. Na faixa considerada pelo Programa Desenvolvimento Social da Faixa de Fronteira, do Ministério da Integração Nacional, a fronteira tem 150 Km de largura e abriga 588 municípios, em 11 Estados, onde vivem 9.558.000 pessoas. Delcídio revelou que existem vários estudos preliminares, tanto no Brasil como no Peru, relacionados ao projeto da Ferrovia Rey Brasil-Peru.
A ferrovia começaria no porto de Bayóvar, no Peru e o traçado propõe cruzar os Andes na parte mais baixa da cordilheira, atravessará a Amazônia peruana, a fronteira Brasil-Peru e prosseguirá até as cidades brasileiras de Cruzeiro do Sul e Rio Branco, no Acre e Porto Velho, às margens do rio Madeira, em Rondônia. A partir deste ponto, integrando-se às malhas ferroviárias, rodoviárias e aquaviárias brasileiras, alcançaria São Luís, Belém e, principalmente, o porto de Santos, em São Paulo.
O senador ressaltou a importância da obra para os estados de Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Mato Grosso do Sul , que concentram 3/5 da área de plantio de grãos no Brasil. "Dos 116 milhões de toneladas de grãos que o País produz anualmente, 32% provém dos estados da região Centro-Oeste. O Brasil deve assumir este ano o posto de maior exportador mundial de soja, a cultura que mais consome fertilizantes".
 Somente para o cultivo da soja, o Brasil precisa gastar milhões de dólares com a importação de fertilizantes, vindos de países da África, de Israel e dos Estados Unidos. A ferrovia permitirá que o fosfato peruano seja trazido para o Brasil, e facilitará a exportação da soja brasileira para os países da APEC, bloco de cooperação econômica da Ásia e do Pacífico. As nações da APEC, formadas por 20 países da Ásia e Oceania mais Hong Kong, na China, representam metade do PIB e 40% do comércio mundial.
Hoje, as exportações brasileiras para o Pacífico se fazem a partir dos portos de Santos e Paranaguá, pelo canal do Panamá ou pelo Cabo Horn, distantes 15 mil e 7 mil km do Porto de Santos, respectivamente. A distância ferroviária entre Santos e porto Bayóvar, no Peru, será de 3.822 km. "Navios de mais de 200.000 toneladas estarão aptos a transportar a soja brasileira para os países da APEC, principalmente para o porto de Xangai, na China, que recebe 20% da soja exportada do Brasil. Oitenta por cento deste total passa pelo porto de Roterdan, na Holanda. Hoje nossa soja dá a volta ao mundo para alcançar a China", afirmou Delcídio.

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