O Ministério da Justiça vai determinar à Polícia Federal a abertura de um inquérito para investigar as acusações contra o ministro do Esporte, Orlando Silva.
O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) afirmou que conversou com Silva por telefone e que determinará a abertura do inquérito no começo desta semana.
Já o líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), vai apresentar hoje um requerimento convidando o soldado da Polícia Militar do Distrito Federal, que acusou o ministro de participar de desvios de recursos da pasta, para falar na Casa. Silva afirmou que as acusações são uma "trama farsesca".
O ministro também deverá falar na Comissão de Fiscalização e controle sobre as acusações de que teria participação direta num esquema de desvio de recursos do programa Segundo Tempo, que distribui recursos a ONGs para projetos de incentivo à prática de esportes por jovens, segundo a revista "Veja".
A oposição quer ouvir também Célio Soares Pereira, que afirmou à "Veja" ter entregue dinheiro ao próprio ministro na garagem do ministério, em Brasília, no final de 2008.
Ferreira foi preso em 2010 pela Polícia Civil do Distrito Federal sob suspeita de envolvimento no desvio de recursos do mesmo programa.
####ENTENDA
Dois integrantes de um suposto esquema de desvio de recursos do Ministério do Esporte acusam Silva de participação direta nas fraudes, segundo reportagem publicada pela revista "Veja".
O soldado da Polícia Militar do Distrito Federal João Dias Ferreira e seu funcionário Célio Soares Pereira disseram à revista que o ministro recebeu parte do dinheiro desviado pessoalmente na garagem do ministério.
Localizado ontem pela Folha, Pereira confirmou a acusação contra o ministro. Orlando Silva afirmou que já acionou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para que a Polícia Federal investigue o esquema relatado.
O ministro disse ainda que as acusações podem ser uma reação ao pedido que fez para que o TCU investigue os convênios do ministério com a ONG que pertence ao policial autor das denúncias.
Em nota divulgada ontem, o Ministério do Esporte disse que João Dias firmou dois convênios com a pasta, em 2005 e 2006, que não foram executados. O ministério pede a devolução de R$ 3,16 milhões dos convênios.
De acordo com o ministro, desde que o TCU foi acionado, integrantes de sua equipe vêm recebendo ameaças.
Com informações da Folha
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