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Criptococose, “a doença do pombo”, se não tratada, pode levar à morte

02 janeiro 2012 - 17h35

É comum observar nas ruas, principalmente em parques, a assídua presença de pombos em busca de alimentos. Contudo, o grande erro cometido pelas pessoas é alimentá-los, pois esses animais podem transmitir aos humanos, por meio de um fungo chamado Cryptococcus neoformans, a criptococose, doença infecciosa provocada especialmente pela inalação de poeira contendo fezes de pombos, segundo o infectologista do Hospital Albert Einstein, Dr. Jacyr Pasternak.

A criptococose não é contagiosa e compromete, sobretudo, o pulmão, ocasionando o mau funcionamento do sistema nervoso central. “Mesmo que o infectado esteja aparentemente saudável, pode desenvolver um quadro de pneumonia, visto que ela pode não apresentar nenhum indício. O surgimento de algumas doenças de pele, como a micose, também é comum, porém, a consequência mais grave é a meningite que, se não tratada, leva à morte”, alerta o especialista.

Os sinais constantemente observados na enfermidade são dor de cabeça, febre, tosse e sonolência. Como a meningite é a consequência mais grave, é necessária atenção máxima quanto às dores na cabeça, visto que inicialmente a dor é passageira. No entanto, com o avanço da doença, a piora é imediata elevando as chances de um quadro de coma.

Os portadores da aids representam um elevado risco para o desenvolvimento da criptococose e, embora não haja uma estimativa recente quanto à incidência da enfermidade no país, acredita-se que, em 2006, de 10% a 15% dos portadores do vírus HIV contraíram a doença em alguma fase da vida, principalmente entre os homens, por apresentarem mais casos de aids do que as mulheres. Entretanto, com o avanço no tratamento dos pacientes com a doença, o número de casos também diminuiu.

Eficácia da prevenção

É indispensável a precoce análise clínica do quadro de criptococose, de modo que medidas preventivas, como o não contato com esses animais, evitem a evolução. No entanto, mediante a confirmação do diagnóstico, “são realizados testes clínicos e um exame sorológico que medem a presença do fungo no pulmão, no sangue ou em outros órgãos”, revela o Dr. Jacyr Pasternak. O tratamento dura, em média, de quatro a seis semanas, e em pacientes com aids o acompanhamento é mais longo, fazendo uso de medicação supressiva até a melhora do organismo.

O alerta também é direcionado àqueles que já desenvolveram a patologia e, apesar de não apresentarem um novo episódio, há chances de uma recaída. Embora pareça assustadora, a criptococose é facilmente curável mediante o cumprimento das recomendações médicas, ainda que manter os pombos distantes seja o melhor caminho.

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