Menu
Busca terça, 07 de abril de 2020
(67) 9860-3221

Costureira quer continuar presa com medo de não arrumar emprego

06 janeiro 2013 - 09h55

A história de Viviane Cristina de Oliveira, de 37 anos, poderia ser facilmente confundida com a de muitas outras mulheres casadas com presidiários no Rio de Janeiro. Isso se não fosse por uma diferença: por causa da prisão do marido, ela acabou se envolvendo com atividades ilícitas para sustentar a casa.

Presa por tráfico de drogas e condenada a 16 anos e dez meses, Viviane teve que passar quase quatro anos e meio presa em regime fechado na Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Bangu. 'Pensei que tudo tinha acabado para mim, que tinha perdido tudo, meus filhos. Tenho dois filhos (hoje com 21 e 14 anos) e eles tiveram que ficar com a minha sogra. Ela acabou me ajudando muito, porque eu estava arrasada lá dentro', conta.

Por meio de uma agente penitenciária que conheceu antes de ser presa, quando ainda ia visitar seu marido no complexo prisional, Viviane acabou reorganizando sua vida e voltou a costurar dentro do presídio. "Ela me botou na cozinha e, quando saiu minha sentença, me transferiu (para a oficina de costura)."

O trabalho na oficina de costura do presídio deu certa segurança a Viviane. Mas, quando ficou sabendo que sua pena poderia progredir para regime semiaberto (quando o preso ganha o direito de passar o dia na rua e voltar para a prisão apenas para dormir), foi tomada por um grande medo. Ela sabia que não seria fácil arrumar um emprego fora da cadeia.

"Quando estava para passar para o semiaberto, eu ia negar. Eu falei: 'estou para ir para o semiaberto, mas não quero ir, porque as condições lá são nenhuma. Se eu ganhar (o semiaberto), eu vou acabar evadindo (fugindo do sistema)", disse.

Com a garantia de que conseguiria um emprego como costureira na Fundação Santa Cabrini, órgão do governo fluminense responsável por ajudar presos e ex-presos a arrumar trabalho, Viviane saiu do regime fechado. Há sete meses no semiaberto, hoje ela pode sair às ruas e ainda ganhar dinheiro para realizar o sonho de montar uma confecção de roupas.

"Me envolvi no tráfico mais ou menos para ter dinheiro. Acabei me envolvendo muito e não dava para voltar. Mas já tinha essa vontade (de montar uma confecção). Já tenho máquinas e vou comprar outras, porque isso é o que eu quero fazer. E, com a confecção, vou ver se consigo resgatar mulheres como eu."

Deixe seu Comentário

Leia Também

SÃO PAULO
Sul-mato-grossense leva 12 facadas e crime é transmitido ao vivo
JUDICIÁRIO
STF: acordos de redução de salários devem passar por sindicatos
CAPITAL
Polícia localiza pai que fez ‘zerinho’ com filho no para-lama de moto
ÁGUA CLARA
Ex-prefeito é condenado a devolver R$ 430 mil por contratos sem licitação
EDUCAÇÃO
Enem: começa prazo para solicitação de isenção de taxa
CAMPO GRANDE
Após se envolver em acidente, homem é agredido e tem carro roubado
IMUNIZAÇÃO
Saúde distribui 300 mil doses de vacinas contra influenza aos municípios
BOLSAS
Fundect prorroga Edital com 50 vagas de remuneração de R$ 4 mil
NOVO HORIZONTE
Homem é preso em flagrante após tentar matar ex-mulher a facadas
TECNOLOGIA
Clientes do Banco do Brasil podem sustar cheques por aplicativo

Mais Lidas

DOURADOS
Dois homens são executados por dupla de moto no Jardim Carisma
FLEXIBILIZAÇÃO
Com restrições, comércio volta a funcionar amanhã em Dourados
COVID-19
Estado tem mais três confirmações do novo coronavírus em 24 horas, todas no interior
DOURADOS
Polícia apura que filho matou pai a pauladas após agredir a mãe grávida