m estudo realizado por pesquisadores do curso de Odontologia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) identificou os critérios que as pessoas usam na hora de comprar uma escova de dente. Além disso, eles procuraram identificar a influência que o cirurgião-dentista teria nessa escolha. A pesquisa foi publicada na revista RSBO (Online), em junho de 2010.
Conduzido pela professora Elisabete Bottan, o estudo foi realizado com 409 consumidores de um supermercado da região central de Florianópolis. Os resultados mostram que, pelo menos uma vez ao ano, 41,1% realizam consulta odontológica e 52% afirmaram trocar sua escova a cada três ou quatro meses, em função do desgaste das cerdas.
De acordo com a pesquisa, o critério mais adotado para a aquisição da escova é o preço (43,6%). Já 43,1% dos entrevistados informaram que se pautam na marca ou na propaganda para definir o tipo de escova a ser adquirida.
A participação do dentista foi citada por 10,5%, a qual foi mais evidenciada por sujeitos de classe socioeconômica mais elevada. Entre os que responderam que haviam recebido instruções de seu dentista, a maioria (38,3%) foi orientada em decorrência do uso de aparelhos ortodônticos.
Sobre o conteúdo das orientações recebidas, 80% reportaram que era sobre desgaste e consistência das cerdas e 20% sobre o tamanho da cabeça da escova.
“Ao longo do tempo, a escova dental tem sofrido modificações; elas variam em forma, tamanho, dureza, comprimento e distribuição das cerdas. Há atualmente inúmeras opções de tipos e marcas. Em face dessa diversidade, a escolha por um tipo que atenda às reais necessidades do usuário torna-se uma tarefa difícil quando este não recebe informações adequadas. Portanto, a orientação de um profissional da Odontologia é fundamental”, afirmam os pesquisadores no artigo.
Segundo o estudo, ao fazer suas escolhas com base nas vantagens divulgadas pelos fabricantes ou em função do preço, o consumidor pode estar fazendo escolhas inadequadas, que podem levar a danos nos tecidos bucais e dentários. Isso porque, embora a escova seja um instrumento de inestimável valor para a prevenção da cárie e da doença periodontal, ela também pode ser responsável por traumatismos nos tecidos moles e duros quando não selecionada e/ou utilizada de modo correto.
“A indicação de uma escova dental, quando criteriosa, requer a observação de alguns aspectos, como tamanho do cabo, ângulo entre a cabeça da escova e o cabo, largura e comprimento da parte ativa, número de fileiras de cerdas, número de cerdas por tufo, disposição espacial, comprimento, elasticidade, diâmetro e acabamento das pontas das cerdas”, explicam os pesquisadores.
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