Em alguns estados brasileiros, reaproveitar água das chuvas já é uma realidade possível, graças à precipitação anual de chuva - índice que determina o número de dias do ano em que chove e o período de maior intensidade. Na região norte, por exemplo, chove quase que diariamente, de 2.000 a 3.000 mm por ano. Em cidades da região sudeste, chove 1.400 mm ao ano, sendo que 70% dessa quantidade nos cinco meses mais quentes do ano, o que torna o processo de captação viável.
Em locais onde a água cai em abundância dos céus, construir sistemas de captação se torna muito útil e gera economia para o bolso e para o planeta. No entanto, não pense que a água das chuvas pode ser consumida "in natura". Ao cair ela entra em contato com o ar, que, por sua vez, está cheio de impurezas e agentes contaminantes. Mesmo sendo "enviada pelos céus", é preciso saber como reaproveitá-la.
"Para captar a água das chuvas é preciso ter muita disciplina. O telhado não pode estar sujo, a cisterna deve ser higienizada com frequência, e a primeira chuva do dia deve ser descartada, por trazer a maior quantidade de poluentes", explica Marcelo Morgado, assessor de assuntos do meio ambiente e sustentabilidade da Companhia de Saneamento Básico do Estado São Paulo (SABESP).
Quem procura fazer da captação um meio de economia eficaz precisará contratar um engenheiro, que irá posicionar a cisterna, bomba, os canos, filtros e até mesmo as torneiras de um modo diferente, uma vez que a água da chuva só deve ser utilizada para lavagem do quintal, regar plantas, para a limpeza doméstica, a lavagem de carro, entre outras atividades. "Um bom sistema de captação demanda investimento, é claro que você pode fazer sem o bombeamento - um dos itens mais caros da obra -, mas ainda, o custo não é barato para um estoque razoável", explica Paulo Romera, engenheiro e professor da Universidade de São Paulo (USP) e colaborador da Universidade das Águas (Uniagua).
Estudos mostram que para se construir um sistema com capacidade de armazenamento para 1.000 litros de água da chuva, o investimento varia entre R$ 1.800 e R$ 2.000, sendo que a economia na conta chega a R$ 30 ao mês. Mas atenção: neste ritmo, o retorno do valor investido acontece em cinco anos após a sua implementação.
Captação caseira de água também funciona
Quem tem vontade de ajudar o meio ambiente, mas não possui dinheiro para investir, pode apostar no bom e velho balde. Sim, esta é uma solução simples que também funciona. Assim, quando começar a chover, deixe um recipiente recolhendo a água que sai das calhas, por exemplo. Mas atenção: o ideal é que se espere em torno de cinco a dez minutos antes de colocar os vasilhames no lugar. "Essa primeira água está lavando a laje, por isso vem acumulada de sujeira e deve ser descartada", afirma o professor. Por isso, limpar as calhas, ao menos uma vez ao mês, é imprescindível para quem quer armazenar água de forma "caseira".
Outro cuidado importante é o uso quase que imediato desta água estocada. Devem ser utilizados apenas vasilhames com tampas para conversar a água longe do mosquito da dengue. Depois de cada balde ter sido utilizado, deve-se guardá-lo limpo e seco até a próxima captação. "Por mais que a intenção seja boa, se a pessoa não for muito disciplinada, aquela água pode se transformar em um foco de dengue e gerar mais problema do que soluções", explica Marcelo Morgado.
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