Menu
Busca domingo, 27 de setembro de 2020
(67) 99659-5905

Concentração de renda caiu no Brasil nos últimos dez anos, aponta pesquisa do IBGE

28 novembro 2012 - 15h39

A diferença, no Brasil, entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres ainda é grande, mas tem apresentado uma queda considerável nos últimos dez anos. Entre 2001 e 2011 o rendimento familiar per capita da fatia mais rica caiu de 63,7% do total da riqueza nacional para 57,7%. No mesmo período, os 20% mais pobres apresentaram crescimento na renda familiar per capita, passando de 2,6% do total de riquezas do país em 2001 para 3,5% em 2011.

Os dados fazem parte da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2012, divulgada hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para Leonardo Athias, pesquisador da Divisão de Indicadores Sociais do instituto, a redução da desigualdade no período deve ser atribuída às políticas de redistribuição de renda no país, com valorização do salário mínimo, expansão do Bolsa Família e ganhos educacionais, que permitem ao trabalhador almejar postos mais altos.

“Nós tivemos um duplo fenômeno. Uma diminuição da desigualdade, por um lado alavancada pelas políticas de renda, valorização do salário mínimo e programas sociais, direcionados à base da pirâmide de rendimentos, além de ganhos educacionais, tornando a população um pouco mais homogênea e ela pode almejar postos mais altos.”

O pesquisador também destacou o crescimento econômico ao longo da década passada como indutor das melhorias sociais. Outro fator importante foi o controle da inflação, iniciado na década de 90 e mantido após 2000, responsável por preservar o salário das classes mais pobres, que não tinham proteção via aplicações no sistema financeiro.

Outro índice mostrado na pesquisa do IBGE que demonstra a redução da desigualdade no país é o coeficiente de Gini, que vem apresentando uma redução constante a cada ano, desde a década de 90, quando atingiu o nível mais alto, de 0,602, chegando a 2011 com 0,508. Quanto menor o número, menos desigual é o país. Os extremos do coeficiente para o ano de 2011, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), foram de 0,586 para Angola e 0,250 para a Suécia.

Deixe seu Comentário

Leia Também

PREVENÇÃO
Bombas flutuantes são ativadas para garantir abastecimento de água em Corumbá
ECONOMIA
Economistas defendem investimentos públicos e taxação de ricos
INCENTIVO
Em segunda edição do programa, UEMS concede 711 auxílios para acesso à internet
POLÍCIA
Idoso é encontrado morto em valeta na região central de Itaporã
DOURADOS
Em MS, interessados em adquirir imóvel podem ter desconto no valor da entrada
ESPORTE
Vasco empata com Bragantino e entra, provisoriamente, no G4
PANDEMIA
Governo aposta que ‘Rastrear’ vai diminuir taxa de contaminação do coronavírus em MS
CONSUMIDOR
Após denúncias, Procon autua seis agências bancárias
PANDEMIA
Em um mês, mais de 5 mil aulas para primeira habilitação foram realizadas de forma online em MS
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Comissão mista se reúne para ouvir formuladores das propostas de reforma tributária

Mais Lidas

POLÍCIA
Caminhoneiro de Dourados morre ao capotar na serra de Maracaju
ATO DE FÉ
Após vigílias em frente a hospital, família celebra 'milagre' por homem que caiu do telhado
PONTA PORÃ
Polícia apreende comboio com contrabando avaliado em R$ 1 milhão
CAMPO GRANDE
Gêmeos são executados dentro de quitinete