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COPA DO MUNDO

Comércio popular do Rio tem descontos após derrota do Brasil

09 julho 2014 - 13h25

A derrota da Seleção Brasileira para a Alemanha por 7 x 1 impôs um clima de fim de feira à maior área de comércio popular do Rio, a Saara, no Centro da cidade, na manhã desta quarta-feira (9). Funcionários das lojas começaram o dia desmontando as vitrines verdes e amarelas enquanto alguns produtos eram vendidos com mais de 50% de desconto.

Comerciantes disseram ao G1 que o material que ficar encalhado poderá ser armazenado novamente para ser comercializado nas Olimpíadas de 2016. Outros apostam na continuação da venda de bandeiras, camisetas, pulseiras e adereços para os estrangeiros levarem como recordação do país.

"Vamos tentar vender daqui a dois anos esses produtos que ficarem encalhados. A esperança é só nas Olimpíadas. Agora, apenas os turistas que estão aqui na cidade vão levá-los como suvenires. Os brasileiros já perderam o ímpeto. Eles olham para o produto com tristeza", contou Kamal Kalaoun, proprietário de uma loja. O estabelecimento dele estava vendendo cerca de 90 camisas da Seleção por dia, mas, depois da eliminação da Copa pela Alemanha, Kalaoun acredita que esse número não passe de 15.

"Só nos resta esperar as Olimpíadas, não tem o que fazer", acrescentou Pedro Alves, gerente de outra loja.

Direto para o estoque

Nesta manhã, o vendedor Tiago Lima estava recolhendo e encaixotando chapéus, colares, máscaras, bandeiras e demais produtos que estavam em exposição em uma das lojas da Saara. Ele contou que o material será levado para o estoque.
"Nem de graça a gente consegue se desfazer desses produtos agora, temos que tirar tudo. Sobrou muita coisa", contou Thiago. Ironicamente, ele "convidou" outra funcionária da loja para ajudar a "enterrar o Brasil".

Preço de fim de feira

Antes da Copa, era grande o otimismo dos vendedores, mas, ao longo do Mundial, o comércio foi dando sinal de que nem tudo seria tão bom assim. Segundo a vendedora Ana Cristina, os preços dos produtos foram sendo reduzidos gradativamente.

"As lojas já não estavam tão cheias, e agora a tendência é piorar. Os preços já estavam caindo. Uma bandeira do Brasil de 1,5 metro começou a ser vendida por R$ 5,99, passou para R$ 4,50 e agora está em R$ 2,99. A bandeirinha para colocar no carro era R$ 1,50 e passou para R$ 1", revelou Ana Cristina.
O gerente de outro estabelecimento, Vinicius Cendo, afirmou que a tendência é que os valores caiam em até 40%. "O lucro que a gente esperava não foi atingido. O movimento foi fraco durante toda a Copa, e agora isso vai piorar. Alguns produtos podem ter redução de 30%, 40%", apontou.

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