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Combate ao fumo ainda é a melhor forma de prevenir câncer de pulmão

04 fevereiro 2013 - 13h36

Pesquisa conduzida na UFMG aponta que o consumo de tabaco é o maior fator de risco para o desenvolvimento da doença. Estudo inédito, a análise de sobrevida em pacientes com câncer de pulmão tratados pelo SUS, concluiu que não fumar ainda é a medida mais importante para prevenir a doença.

De acordo com autor da pesquisa, Carlos Philipe Barbosa Polato, vinculado ao Grupo de Pesquisa em Economia da Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o vício do cigarro está intimamente ligado ao surgimento do câncer de pulmão.

"O consumo de tabaco é o mais importante fator de risco para o desenvolvimento da doença. Em geral, as taxas de incidência em um determinado país refletem seu consumo de cigarros", diz o pesquisador.

Segundo Polato, "estima-se que 80% a 90% da incidência de câncer de pulmão seja atribuída ao fumo. Isso é alarmante pois, no Brasil, esta variedade de câncer é a segunda que mais acomete homens e quinta em mulheres" .

Ele explica que, mesmo submetidos à cirurgia ou rádio e quimioterapia, cerca de 8 em cada 10 doentes morrem num prazo de cinco anos.

Além do cigarro, outro fator que compete para que o câncer de pulmão cause tantas mortes é a dificuldade em realizar seu diagnóstico precocemente. "Ainda não existem medidas eficazes pra o diagnóstico precoce em grandes populações, ao contrário do que acontece com câncer de mama, que pode ser detectado pela mamografia ou toque.

Decorre disso que a maioria dos pacientes tem diagnóstico em estádios avançados, resultando em um tratamento paliativo na maioria dos casos" , diz o autor.

Na base da campanha contra o câncer de pulmão está uma legislação mais rígida para o comércio e consumo de tabaco, além da preparação e valorização dos profissionais nas Unidades Básicas de Saúde com a criação de um plano de carreira que estimule a interiorização dos médicos em todo território nacional.

"Combinando prevenção, diagnóstico e tratamento mais eficazes, é possível vencermos esta guerra que, por enquanto, estamos perdendo" , completou Polato.(Com informações da UFMG)

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