O consumo de energia no país, medido pela carga de energia gerada no sistema, caiu 1,8% em 2015, segundo relatório do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), com a crise econômica e alta das tarifas provocando alterações nos hábitos de consumo e na produção industrial.
De acordo com o Boletim de Carga, divulgado nesta terça-feira (5) pelo ONS, nas regiões Sudeste/Centro-Oeste e Sul, que concentram maior atividade econômica, a queda foi de 3,2%. Já no Nordeste e Norte, o total de carga gerada cresceu, respectivamente, 3,2% e 1,7%.
Em dezembro, porém, os valores de carga de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) ficaram em 65.306 megawatts médios, o que corresponde a um recuo de apenas 0,5% frente ao mesmo mês de 2014. Já na comparação com novembro, houve alta de 0,6%.
"Apesar do baixo desempenho da atividade econômica, diante da demanda interna fraca causada principalmente pelo alto endividamento das famílias, taxa de juros e de desemprego elevadas, o comportamento da carga do SIN, apresentou, em dezembro/15, um ligeiro avanço comparativamente aos meses anteriores, provocado pelo movimento de normalização dos estoques da indústria e uma tímida melhora das expectativas", destaca o relatório.
Segundo o ONS, as altas temperaturas registradas em dezembro, superiores às ocorridas no mesmo período do ano passado, também contribuíram para o resultado.
A queda de 1,8% na carga de energia no sistema em 2015 veio dentro da última projeção do ONS.
Bandeira vermelha
O país entrou em 2016 com a manutenção da bandeira tarifária em vermelho para o mês de janeiro. Na prática, os consumidores vão continuar pagando mais caro pela energia consumida, já que a bandeira vermelha mostra que o custo para gerar energia no país está elevado, resultando em cobrança extra.
O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, tem afirmado que o governo continua trabalhando com a previsão de que a bandeira vermelha na conta de luz poderá ser reduzida para verde a partir de maio, quando termina o período chuvoso. Mas que isso irá depender, sobretudo, do regime de chuvas na Região Norte.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) colocou em audiência pública uma proposta de mudanças nas regras e valores das bandeiras tarifárias, sugerindo que a bandeira vermelha passe a ter dois patamares.
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