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CNU 2025: entenda os critérios de correção da prova discursiva

02 dezembro 2025 - 07h30Por G1

A prova discursiva da segunda edição do CNU (Concurso Nacional Unificado), marcada para o próximo domingo, dia 07 de dezembro, será decisiva para a classificação dos candidatos e exige preparação específica.

A etapa tem peso relevante na Nota Final Ponderada, que combina os resultados da objetiva, da discursiva e dos títulos, e cobra tanto domínio do conteúdo quanto capacidade de argumentação e escrita.

Entender como ela funciona e como será corrigida é essencial para quem avançou para a segunda fase. Pensando nisso, o g1 reuniu orientações detalhadas do edital, informações da banca e pontos-chave.

Próximos Passos

Como será a estrutura da prova?

A prova discursiva será aplicada no mesmo dia para todos os blocos temáticos, mas o formato varia conforme o nível da vaga.

A divisão fica assim:

No nível superior, os candidatos responderão a duas questões discursivas de até 30 linhas cada, valendo 22,5 pontos por resposta.

No nível intermediário, a avaliação será feita por meio de uma redação dissertativo-argumentativa, também limitada a 30 linhas, com valor total de 30 pontos.

Em ambos os casos, a banca exige clareza, objetividade e domínio da norma culta.

A nota da discursiva será integrada à Nota Final Ponderada, sistema que atribui pesos diferentes a cada etapa e pode elevar significativamente o desempenho final.

Na prática, isso significa que um candidato mediano na prova objetiva pode melhorar a classificação com um bom desempenho na discursiva, o que torna essa etapa especialmente estratégica.

O que será avaliado?

Essa segunda etapa do concurso segue regras específicas, conforme o edital.

No nível superior, 50% da nota depende do domínio técnico do conteúdo, como precisão conceitual, atendimento ao enunciado e uso correto dos temas dos Conhecimentos Específicos. A outra metade avalia o uso da língua portuguesa, incluindo ortografia, coesão, coerência e estrutura textual.

No nível intermediário, toda a avaliação se concentra na qualidade da escrita e na capacidade de argumentação.

Como estudar?

Para se preparar, é importante ir além da memorização: o candidato precisa transformar conhecimento em texto, e isso exige treino.

Uma forma eficiente de começar é revisar os eixos temáticos do edital e identificar os assuntos com maior probabilidade de cobrança.

No nível superior, esse mapeamento ajuda a direcionar o estudo. É comum que questões abordem conceitos, classificações, políticas públicas e procedimentos específicos do bloco temático.

“Verifique, no anexo do seu bloco, os ‘eixos temáticos’ indicados pela banca — para níveis superiores, busque os de ‘Conhecimentos Específicos’; para níveis intermediários, os temas gerais ligados a atualidades ou serviço público”, orienta Letícia Bastos, professora do Gran Concursos.

Um exemplo recorrente no Bloco 5 (Administração) é o tema da “gestão por competências”, frequentemente explorado em questões sobre ferramentas e desafios de implementação.

Fazer simulados é uma ótima forma de preparo. Para isso, é essencial escrever à mão, respeitar o limite de 30 linhas e controlar o tempo como no dia da aplicação.

“Simule a prova completa ao menos uma ou duas vezes: cronometre 20 minutos para leitura e planejamento, 60 a 90 minutos para a redação e 10 a 15 minutos para a revisão. Esse ciclo permite transformar a tensão do dia D em rotina de preparação”, completa Letícia.

Manter uma estrutura objetiva — com introdução, desenvolvimento e conclusão — ajuda a organizar as ideias e facilita a correção. Como cada linha conta, respostas genéricas ou extensas demais prejudicam o desempenho.

O ideal é escolher palavras precisas, fundamentar a argumentação com conceitos previstos no edital e manter a progressão lógica do texto.

O que pode zerar?

Para evitar problemas, o candidato precisa ficar atento às regras formais, que são eliminatórias. De acordo com o edital, a prova deve ser escrita exclusivamente com caneta esferográfica azul ou preta, de corpo transparente.

A folha definitiva não pode ter assinatura, marcas, símbolos ou qualquer elemento que permita identificar o autor.

Além disso, respostas fora do espaço delimitado ou ilegíveis recebem nota zero. E o rascunho não será corrigido — só o texto final transcrito na folha oficial tem validade.

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