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Chega ao Brasil novo medicamento contra a esquizofrenia

11 janeiro 2012 - 11h12

Atualmente a prevenção de recaídas é um dos maiores desafios para o
psiquiatra e uma das maiores preocupações para 81% dos cuidadores de
pacientes com esquizofrenia, transtorno que atinge 1% da população


Pesquisa recente do IBOPE em parceria com o Programa de Esquizofrenia da
Unifesp (PROESQ) e a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e
Portadores de Esquizofrenia (ABRE ) afirma
que a recaída da doença e a busca pela melhora da adesão ao tratamento são
as maiores preocupações para 81% dos cuidadores de pacientes com
esquizofrenia. Com diferenciais que podem contribuir para diminuir o número
de recaídas, a Janssen Farmacêutica traz ao Brasil um novo medicamento para
tratar a esquizofrenia que pode melhorar a adesão ao tratamento e, se
utilizado na fase inicial, mudar ou melhorar o prognóstico.

O produto é o 1º antipsicótico de 2ª geração de ação prolongada com uso
mensal para o tratamento da esquizofrenia no País. Com aplicação mensal e de
fácil uso, o palmitato de paliperidona oferece conveniência ao paciente e
pode prevenir recaídas, pois facilita a adesão ao tratamento.

Para o psiquiatra Rodrigo Bressan, coordenador do PROESQ/Unifesp, na maioria
das vezes, as crises ocorrem porque a pessoa abandona o tratamento por
acreditar estar curada já que os sintomas podem desaparecer. "A pesquisa
mostrou que evitar a recaída é o principal objetivo dos cuidadores. Eles
estão cada vez mais conscientes de que a adesão ao tratamento é fundamental
para manter a doença sob controle", destaca.

Transtorno mental crônico de origem ainda desconhecida, a esquizofrenia é
caracterizada pela dificuldade que o indivíduo apresenta em diferenciar a
realidade, suas crenças e percepções. Os primeiros sinais da enfermidade
surgem normalmente entre o final da adolescência e começo da vida adulta e
atinge cerca de 1% da população.

A doença altera o funcionamento do cérebro e interfere no comportamento do
indivíduo o que reflete na sua capacidade de sentir, pensar e processar as
informações. Os sintomas mais comuns são alterações do pensamento,
alucinações, depressão ou euforia, déficits cognitivos, isolamento social,
agressividade e comportamento suicida nos casos mais graves.

Os dados da pesquisa IBOPE mostram ainda, que os cuidadores percebem a
correlação direta entre o tratamento medicamentoso adequado e a prevenção de
recaídas. Em relação às tarefas diárias e ao tratamento, 30% dos
entrevistados apontaram que a maior dificuldade é fazer o paciente tomar o
medicamento. Praticamente todos os entrevistados afirmaram que a recaída do
paciente interfere em suas vidas, principalmente afetando os
relacionamentos.

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