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Células-tronco: Brasil inicia estudos com embriões

16 junho 2005 - 16h21

O governo federal vai iniciar até agosto o financiamento das primeiras pesquisas do Brasil com células-tronco embrionárias. Para isso, já recebeu os primeiros projetos de instituições interessadas em obter financiamento dos ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia para começar os estudos. Balanço finalizado nesta semana mostra que 104 projetos de pesquisas com células-tronco embrionárias e adultas foram apresentados por diversas instituições brasileiras. Esses projetos disputam os R$ 11 milhões oferecidos pelo governo para o desenvolvimento de novos estudos com embriões.A oferta dos recursos, feita por meio de edital de concorrência pública, destina-se também a financiar estudos com células-tronco derivadas da medula óssea, de cordão umbilical e de outros tecidos. O prazo para apresentação de projetos se encerrou no último dia 06. Agora, a comissão julgadora analisará cada proposta e vai anunciar os selecionados até o dia 04 de agosto.Com esses projetos, o Brasil poderá iniciar os estudos com células-tronco embrionárias, que foram permitidos com a aprovação da Lei de Biossegurança, no final de março deste ano. A publicação do edital de financiamento dos projetos de pesquisa já estava prevista antes da aprovação da Lei de Biossegurança, porém englobava apenas experimentos com células-tronco adultas. Agora, com a aprovação e sanção da nova Lei, as verbas também poderão financiar estudos com células de embriões, desde que cumpridas as exigências legais. Para a realização de estudos com células-tronco embrionárias, a Lei de Biossegurança apresenta algumas restrições. Uma delas diz que os embriões só poderão ser usados por meio de doação, com o consentimento dos genitores, e precisam estar congelados há pelo menos três anos na data de publicação da Lei. A Lei proíbe o comércio desses embriões, manipulação genética e clonagens humana e terapêutica. O objetivo principal do investimento de R$ 11 milhões é verificar o potencial de uso terapêutico das células-tronco. Mas o governo também pretende ampliar o conhecimento dos sistemas biológicos, otimizar o uso da infra-estrutura de pesquisa, já instalada no país, para desenvolvimento de temas relevantes para a medicina e investir na formação de pessoal capacitado nessas áreas de pesquisa.Uma parcela equivalente a R$ 8 milhões deve ser desembolsada ainda neste ano. Do total previsto para o projeto, R$ 5,5 milhões serão repassados pelo Ministério da Saúde e o restante pelo da Ciência e Tecnologia. Os estudos devem ser desenvolvidos em até 24 meses. Os recursos serão usados para custear as chamadas pesquisas básicas (experimentações in vitro), em fase pré-clínica (experimentos com animais) e clínica (experimentos em seres humanos).Os estudos in vitro devem pesquisar, entre outros aspectos, como as células-tronco se transformam em tecidos, como elas podem ser isoladas, induzidas para que sejam utilizadas para fins terapêuticos e como se expandem. Os testes com animais (pesquisa pré-clínica) e seres humanos (pesquisa clínica) abrangem estudos com o sistema nervoso (acidente vascular cerebral, lesões raqui-medulares, doenças neuro-degenerativas, paralisia cerebral e retinopatias), sistema cardiovascular, sistemas endócrino, digestório, respiratório, locomotor e outras patologias, como doenças auto-imunes, genéticas e lesões de pele.Os cientistas acreditam que mais do que uma aplicação terapêutica, a principal contribuição das células-tronco embrionárias será o conhecimento do mecanismo de diferenciação celular, chamado de transdiferenciação. As células-tronco embrionárias são as que possuem potencial para se transformar em qualquer outro tipo de célula do corpo humano. O Ministério da Saúde pretende fomentar pesquisas que explorem o potencial de transformação das células-tronco para o tratamento de uma série de doenças e também na reconstituição de vários tecidos (pele, ossos e dentes, etc).Para distribuição dos recursos e escolha dos centros que receberão o financiamento, serão observados critérios sócio-econômicos. No mínimo 30% das verbas serão destinadas a regiões menos desenvolvidas do país como Norte, Nordeste e Centro-Oeste.  

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