Estudo divulgado ontem pelo Ministério da Saúde mostra que o campo-grandense precisa se cuidar melhor. Conforme a pesquisa, Campo Grande é a capital brasileira que mais consome carne com gordura aparente. Também desponta em números de pessoas obesas - é a segunda Capital em quantidade de obesos. Os números fazem parte da pesquisa realizada pelo Vigitel (Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), em parceria com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo, nas capitais dos 26 estados do país e Distrito Federal.
A freqüência de consumidores de carne com gordura, em relação ao total da amostra de entrevistados, foi de 45% em Campo Grande, aponta a pesquisa. A capital baiana é o local onde os entrevistados se alimentam menos de carne gorda (23%). No Distrito Federal, o consumo desse alimento é feito por 32,5% da amostra. Homens tendem a consumir mais (42,7%) que mulheres (24,3%). Das capitais, os homens de Belo Horizonte são os que consomem com mais regularidade (57,1% da amostra). Entre as mulheres, Campo Grande teve o maior consumo de carnes (35,3% das entrevistadas).
A capital sul-mato-grossense também tem a segunda maior parcela de obesos entre os pesquisados. O Brasil tem 13% de obesos, sendo a maior parcela encontrada no Macapá (16%), seguido de Campo Grande (15%). A menor quantidade de obesos está em Palmas (8,8%). O maior número de homens obesos foi encontrado no Macapá (19,5%) e de mulheres em Cuiabá (14,8%). No Distrito Federal os obesos somam 10% da população.
A coordenadora do Vigitel, Deborah Carvalho Malta relaciona o alto consumo de carne à incidência acentuada de obesos em Campo Grande. "Essa capital também foi a segunda em quantidade de obesos. É preciso trabalhar a informação que comer carne sem gordura é melhor para a saúde, previne doenças cardiovasculares, por exemplo", alerta Malta.
O estudo é feito anualmente desde 2006 com pessoas maiores de 18 anos. Em sua edição atual, a pesquisa consistiu em aproximadamente 54 mil entrevistas telefônicas, com um mínimo de 2 mil indivíduos adultos (18 ou mais anos de idade) em cada capital, além do Distrito Federal. A amostragem foi realizada a partir de cadastros das linhas residenciais fixas de cada cidade e sorteio de um morador por linha para ser entrevistado.
Para a análise dos dados, foram utilizados fatores de ponderação que igualam a composição sócio-demográfica da amostra em cada cidade àquela observada no Censo Demográfico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2000. Com isto, todas as faixas etárias, de sexo e escolaridade são representadas, conforme a distribuição populacional do Brasil.
As entrevistas foram feitas entre julho e dezembro de 2007 por uma equipe de 60 entrevistadores, quatro supervisores e um coordenador.
A pesquisa completa está diponibiliizada no endereço www.saude.gov.br
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