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Brasileiro nunca deu tanto calote

11 novembro 2001 - 11h22

Depois do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e da Serasa, velhos conhecidos de quem já deixou de pagar alguma dívida, um novo ''listão'' ameaça tirar o sono dos consumidores. Trata-se do cadastro positivo de clientes, teoricamente criado para informar aos lojistas quais são os ''bons pagadores'' do país. Mas na prática, esse SPC ao contrário vai permitir que as empresas neguem crédito até para quem não está em nenhuma lista negra. E formará um banco de dados tão complexo que chega a pôr em risco privacidade do cidadão.
O novo cadastro é mais uma tentativa das empresas de aumentar a segurança das vendas ante uma inadimplência que não pára de crescer. De acordo com a última pesquisa da Serasa, maior empresa de análise financeira do país, de janeiro a outubro deste ano o número de calotes dados pelos brasileiros foi 16,5% maior do que em igual período do ano passado. Significa um milhão de dívidas cobradas em cartórios. A emissão de cheques sem fundos também disparou. O dado mais recente, de setembro, aponta crescimento de 47,3% em relação a setembro de 2000. Já os números do SPC indicam que 20% da força de trabalho do país, ou 16 milhões de pessoas, estão com o nome sujo na praça.
O cadastro positivo funciona assim: cada vez que alguém preenche uma ficha para fazer compras no crediário ou com cheque pré-datado, as informações são mandadas para o banco de dados. O sistema é formado por lojas, bancos, financeiras e até operadoras de telefonia e concessionárias de energia que, ao mesmo tempo, usam e alimentam o cadastro.
Somadas, essas informações dão ao lojista um raio X da vida econômica do candidato a cliente: quanto comprou nos últimos meses, quanto deve para os próximos, que contas pagou com atraso. Daí, é só avaliar se vale a pena dar o crédito. ''As empresas podem ter acesso aos hábitos de consumo e de pagamento dos clientes. Se ele for bom, pode ganhar um parcelamento ou valor de crédito maior. O objetivo é premiar o bom pagador'', diz Ricardo Loureiro, superintendente de Produtos para Pessoa Física da Serasa, responsável pelo primeiro cadastro positivo no país.

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