A polícia italiana prendeu nesta semana o brasileiro Luiz Soares Marcos, de 39 anos, acusado de explorar um travesti, também brasileiro, cujo nome não foi divulgado.
O travesti, que estava ilegalmente no país, fazia ponto entre as cidades de Pisa e Follonica, na região central da Itália. De acordo com a polícia, ele entregava até 10 mil euros por mês (cerca de R$ 25 mil reais) a Luiz Soares Marcos.
“Os lucros eram relevantes mas ele dava tudo para Soares porque tinha que pagar cerca de 15 mil euros só por ter sido trazido para a Itália”, disse à BBC Brasil o tenente Ângelo Murgia, da delegacia de Viareggio, cidade próxima de Pisa, que coordenou a investigação.
Luiz Soares, que estava de forma regular no país, teria trazido o rapaz do Brasil, através da Hungria em 2006, com promessa de arranjar trabalho na Itália.
Depois de um ano de exploração, contudo, ele resolveu denunciar o caso para a polícia, que agora está investigando para descobrir se Luiz Soares Marcos agia sozinho ou se fazia parte de uma rede de prostituição mais ampla, envolvendo italianos e brasileiros.
“Soares tinha antecedentes penais por envolvimento com drogas e prostituição”, informou o tenente.
Colaboração
O travesti brasileiro resolveu colaborar com a polícia fornecendo informações que podem ajudar na segunda parte das investigações.
A delegacia de Viareggio informou que não há dados estatísticos sobre o envolvimento de brasileiros com prostituição na região.
Mas segundo o tenente Murgia, há muitos casos ente Viareggio e Torre del Lago, uma região turística, próxima ao mar, com muitos bares e boates freqüentados principalmente por homossexuais.
“Há numerosos casos, principalmente envolvendo travestis brasileiros nesta área, mas houve também muitos casos de prostituição de mulheres. É só ver os anúncios nos jornais e em alguns sites na internet para entender o movimento”, informou Murgia.
A maioria não tem permissão para entrar no país, segundo o policial. Eles chegam de forma clandestina, sob ameaça das pessoas que os exploram, sem conhecer ninguém nem falar a língua do país. Acabam com medo de denunciar a exploração à polícia e serem presos ou expulsos.
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