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Brasileira é acusada de assassinar milionário na Espanha

27 março 2008 - 13h34

A brasileira Edislane T.A., de 24 anos, foi presa nesta quinta-feira pela polícia espanhola acusada de assassinar a facadas um milionário iraniano de 82 anos.

Segundo os policiais, ainda não há um motivo claro para explicar o crime e os primeiros indícios das investigações levam a pensar que a suspeita tem problemas psiquiátricos.

Manuchehr Farlanghi, milionário e dono de uma escola para crianças ricas no bairro mais luxuoso de Madri (La Moraleja, onde vivem, por exemplo, os jogadores de futebol do Real Madri) foi encontrado morto na mansão dele no dia 19.

A vítima recebeu facadas na barriga e deu entrada no hospital com a arma do crime ainda cravada no ventre. Morreu horas depois.

De acordo com os detetives da Brigada de Homicídios, o milionário e a sua esposa estavam a sós em casa quando a campainha tocou e ele mesmo abriu a porta.

O ataque da brasileira teria acontecido imediatamente depois, ainda na entrada da casa. Algumas testemunhas do condomínio afirmaram ter visto uma mulher sair correndo e ajudaram na criação do retrato falado e outros dados: morena, magra e de 1,70 cm.

Jogo de facas Dois dias depois do crime, a acusada teria ido a uma loja em um centro comercial do mesmo bairro para comprar um jogo de facas. O vendedor que a atendeu chamou a polícia porque achou estranha a atitude de Edislane. Segundo ele, a brasileira parecia nervosa e dizia coisas sem sentido.

Com as imagens das câmeras de segurança do shopping os policiais viram como a acusada saiu e, na rua, ameaçou um rapaz com uma das facas.

A polícia informou também que Edislane, que está ilegal no país, já estava presa por tentativa de agressão a outra pessoa. O retrato falado só ajudou a ligar os dois casos.

Segundo os policiais, o crime já está praticamente esclarecido e a história, reconstruída. Depois de supostamente esfaquear Farlanghi, a brasileira teria saído correndo e no caminho teria jogado fora um casaco de inverno e um par de óculos, já achados.

O milionário iraniano estava exilado na Espanha desde 1979. Chegou à Europa sem dinheiro e construiu uma fortuna.

O colégio que fundou, chamado ICS (Internacional College Spain) é considerado um dos melhores do país, onde estudam filhos de diplomatas, ministros e empresários.

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