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Brasil: sexta potência mundial, quem diria?, por Wilson Biasotto

31 outubro 2011 - 08h57

Mesmo os economistas, mais acostumados às analises de longo prazo, seriam capazes de afirmar vinte anos atrás, que o Brasil estaria ocupando em 2011 a sexta posição no ranking dos países economicamente mais poderosos do mundo. Em 2010 havíamos atingido a sétima posição, passando a Itália, agora, nesse ano, com Produto Interno Bruto de US$ 2,44 trilhões, estamos superando a economia britânica, com PIB de US$ 2,41 trilhões. Nesse ritmo de crescimento as previsões são de que em 2020 já não haverá uma única economia européia superior à brasileira.

Claro que circunstâncias adversas imprevisíveis poderão alterar esse quadro, da mesma forma que as crises atuais provocaram recuos consideráveis nas economias da França, Inglaterra e Alemanha, mas nada indica que o pessimismo possa vencer o entusiasmo de nosso crescimento. Assim sendo é necessário que fiquemos atentos para evitarmos cair em erros como os cometidos pelas grandes economias no passado recente.

Em primeiro lugar haveremos de considerar que não adianta termos um país rico se o seu povo for pobre. Vejam o exemplo dos Estados Unidos na atualidade. Não obstante ser ainda a primeira economia mundial, mais de 50 milhões de norteamericanos estão abaixo da linha de pobreza. De nada adianta virmos a ser considerados de primeiro mundo se o povo não for feliz, como na Grécia, na Espanha, em Portugal e por aí afora.

De pouco adianta nos tornarmos um país rico se os nossos vizinhos permanecerem pobres. É importante que os demais países sulamericanos cresçam economicamente, não somente para evitar uma onde de migração ilegal, mas também e principalmente, para que tenhamos com quem exercer um intercâmbio comercial ativo e forte.

Há ainda a considerar que um país com as dimensões continentais brasileiras, precisa de segurança. O governo tem que modernizar as suas forças armadas, principalmente quando se tem água e petróleo em abundância como temos.
No que diz respeito ao ensino precisamos de muito mais do que já foi feito. Os Centros de Educação Infantil são insuficientes, o Ensino Fundamental, embora ofereça vagas para todos, precisa melhorar em qualidade.

As Universidades, não obstante os avanços verificados no governo Lula, precisam ter as suas vagas ampliadas, principalmente as Universidades Públicas, por razões óbvias. Um país em desenvolvimento tão acelerado precisa de profissionais altamente especializados em todas as áreas de conhecimento.

No que diz respeito à política, lamentavelmente ainda estamos deficitários. A Ditadura Militar (1964-1985) provocou uma ruptura profunda na formação de lideranças, castrou a formação de vanguardas políticas. Não houve renovação dos quadros e os quadros existentes envelheceram tanto em idade cronológica quanto em termos de conhecimentos.

Não obstante a presidente Dilma conduza bem a Nação, especialmente no que diz respeito ao gerenciamento das finanças públicas e das relações internacionais, enfrenta problemas políticos sérios uma vez que a coligação que dá sustentação ao governo, trava mal disfarçada luta em busca de hegemonia. Nos bastidores do poder as lutas não tem tréguas. Os dossiês se avolumam, em dez meses de governo Dilma seis ministros já perderam os respectivos cargos. Um absurdo!

Mas, enfim, temos muito a comemorar. Pedreiros, carpinteiros, eletricistas, trabalhadores da indústria e do comércio, da saúde, de todos os ramos, estão vivendo uma fase muito boa, que há muito não experimentávamos no Brasil. Claro que isso gera elevação de custos para quem paga pelos serviços. Nesse caso, a oferta de mão de obra sendo menor do que a procura, precisamos aumentar a oferta promovendo mais qualificação de mão de obra para buscar o equilíbrio entre oferta e procura e, por via de conseqüência, reduzir as abissais diferenças salariais que se verificam no Brasil.

Suas críticas são bem vindas
biasotto@biasotto.com.br



Wilson Valentim Biasotto*
* Membro da Academia Douradense de Letras; aposentou-se como professor titular pelo CEUD/UFMS, onde, além do magistério e desenvolvimento de projetos de pesquisas, ocupou cargos de chefia e direção.

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