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Brasil sem armas:Manifestantes começam a chegar a Copacabana

14 setembro 2003 - 07h56

A Polícia Militar e a Defesa Civil já estão em Copacabana para acompanhar a passeata Brasil Sem Armas, prevista para iniciar às 11h. Moradores e representantes de ONGs começam a chegar ao Posto 5, de onde partirá a manifestação.A manifestação é organizada pelo Viva Rio, com o objetivo de pressionar o Congresso Nacional a votar a favor do Estatuto do Desarmamento para impedir a proliferação das armas. O país não está em guerra, mas só no ano passado 40 mil brasileiros foram mortos por arma de fogo, de acordo com dados das Organizações das Nações Unidas (ONU).Parentes e vítimas da violência armada abrirão a caminhada, que começará com a execução do Hino Nacional. O evento será dividido em alas, como num desfile de escola de samba. Algumas já foram formadas, como a dos capoeiristas, jornalistas, motoristas de táxis e terceira idade.São esperadas cerca de cem mil pessoas, entre elas, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, o secretário de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, o secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Eduardo Soares, a governadora Rosinha Matheus e o secretário de Segurança, Anthony Garotinho.Elaborado por uma comissão mista do Congresso e votado em menos de 20 dias no Senado, o projeto de lei 292, conhecido como Estatuto do Desarmamento, perdeu o regime de urgência para a votação no Congresso Nacional e pode nem ser mais aprovado este ano. Para Rubem César Fernandes, coordenador executivo do Viva Rio, a opinião pública deve continuar pressionando os deputados a se posicionarem a favor do estatuto, para que ele seja votado logo.- A aprovação do estatuto representará um avanço inquestionável em relação à lei vigente de controle de armas, que certamente vai permitir o início de uma política eficiente de controle do tráfico ilícito e da proliferação de armas no país - diz.O Estatuto do Desarmamento prevê a anulação de todos os portes de armas em vigor no país no prazo de 90 dias e a realização de um referendo nacional em outubro de 2005 para que a população decida se o comércio de armas no país deve ser proibido.Segundo pesquisa feita pelo Instituto de Estados da Religião (Iser) em 2002, as taxas de mortes de jovens do sexo masculino entre 15 e 29 anos no Estado do Rio eram de 239 por 100 mil. No município do Rio, as armas de fogo são a primeira causa de morte de jovens do sexo masculino (65% das mortes), superando os acidentes de carro, as doenças e as causas naturais.

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