"Com certeza é impossível repetir a performance do Rio 2007". A declaração dada há uma semana pelo superintendente executivo do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Marcus Vinícius Freire, vem sendo rebatida pelos atletas no início do Pan-Americano de 2011. Passados cinco dias de competições em Guadalajara, o Brasil soma dois ouros a mais do que na comparação com quatro anos atrás e está um lugar acima no quadro geral de medalhas.
No México, a delegação verde e amarela voltará a competir nesta quinta - com destaque para o nadador Cesar Cielo nos 50 m livre e para a final do vôlei feminino - tentando aumentar a contagem de 12 ouros, 11 pratas e 13 bronzes. No Rio de Janeiro, o Brasil chegava à primeira quinta-feira dos Jogos com quatro pódios a mais, porém dois títulos a menos: tinha dez ouros, nove pratas e 21 bronzes. Ocupava ainda a terceira colocação do quadro geral, atrás de Estados Unidos e Cuba.
É verdade que um detalhe abastece as conquistas do Brasil nos primeiros dias do Pan. Em Guadalajara, a natação já distribuiu 24 medalhas douradas de um total de 34 (incluindo a maratona aquática), o equivalente a 70,6%. Bom para Thiago Pereira, que já somou quatro primeiros lugares, e Cielo (dois), além de Felipe França e Leonardo de Deus (um cada). Nessa mesma altura do evento de 2007, por diferença de calendário apenas 13 prêmios máximos já tinham dono na modalidade (ou 38,2%). Assim, Pereira havia ganhado apenas dois de seus seis ouros e Cielo, um de três.
Por outro lado, o total de finais realizadas mostra que a comparação é justa: nas cinco primeiras jornadas de competições no México, 88 ouros estiveram em disputa, contra 95 no Rio de Janeiro.
Apesar do bom começo, a tarefa de superar os números obtidos dentro de casa ainda é difícil. Há quatro anos, o País encerrou o evento com 52 ouros, 40 pratas e 65 bronzes, batido apenas por EUA (97 medalhas douradas) e Cuba (59). Para melhorar aquele resultado, o Brasil precisa de 41 títulos em Guadalajara até 30 de outubro - uma média de 3,72 por dia. Ainda serão organizadas mais 271 finais no atual Pan-Americano, sendo apenas três no último dia, quando acontecerá a cerimônia de encerramento.
Atuando fora de seus domínios e não tendo, por consequência, a facilidade de poder participar de todos os esportes, a delegação canarinha teve seu melhor desempenho em Santo Domingo 2003: na República Dominicana, foram 29 ouros, 40 pratas e 54 bronzes, com 123 pódios no total.
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