domingo, 12 de julho de 2026
Dourados
19ºC
Acompanhe-nos
(67) 99257-3397
MEIO AMBIENTE

Brasil reduziu 16,7% emissões de gases do efeito estufa em 2024

03 novembro 2025 - 13h19Por Agência Brasil

O Brasil emitiu 2,145 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente (GtCO2e) ao longo de 2024, registrando queda de 16,7% nas emissões brutas de gases do efeito estufa, em relação ao ano anterior, quando foram emitidas 2,576 GtCO2e. A diminuição é de 22%, quando consideradas emissões líquidas, que descontam a captura de carbono por florestas secundárias e áreas protegidas.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (3) pela rede Observatório do Clima, na 13ª edição do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), que traz um panorama do ano de 2024 a partir do inventário de cinco grandes setores: mudança de uso da terra, agropecuária, energia, processos industriais e resíduos.

A queda registrada no último ano é a maior dos últimos 16 anos e a segunda mais significativa da série histórica iniciada em 1990, quando os dados revelaram uma diminuição de 17,2% na população climática.

Na avaliação de Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, o resultado positivo posiciona bem a liderança brasileira na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que se inicia no próximo dia 10 de novembro.

“Dificilmente teremos dentro do G20 [países mais ricos] ou dentro dos dez maiores emissores, países chegando na COP30 com um número de redução total das suas emissões, tal qual esse número que a gente está apresentando agora.”

Quando consideradas as emissões brutas por setor, do total de 2,145 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente em 2024, a mudança de uso da terra respondeu por 42%, agropecuária foi responsável por 29%, o setor de energia emitiu 20%, enquanto os resíduos e os processos industriais foram responsáveis por 5% e 4% respectivamente.

No Brasil, o setor de mudança de uso do solo é o maior responsável pelas emissões desde o início da série histórica. Em 2024, o setor foi responsável pela emissão de 906 milhões de toneladas de CO2e, sendo que 98% desse total tem origem no desmatamento.

Segundo a pesquisadora Bárbara Zimbres, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), desde 2022, o setor tem observado queda nas emissões decorrente do aumento do controle do desmatamento.

“No último ano a gente teve a maior queda nas emissões brutas de 32%”, destacou.

A Amazônia registrou a queda expressiva com redução de 41% nas emissões de gases do efeito estufa e o Cerrado também reduziu em 20% a poluição climática, mas o Pantanal foi o bioma com a queda mais expressiva de forma proporcional ao seu território, com redução de 66%. Apenas o Pampa aumentou as emissões no últmo ano, com crescimento de 6%.

Em 2024, o setor de agropecuária também registrou queda de 0,7% nas emissões de gases do efeito estufa, enquanto que os demais setores aumentaram o volume de poluição climática, registrando aumentos de 0,8% em energia, 2,8% em processos industriais e 3,6% em resíduos.

No recorte por estado, Rondônia, Pará e Mato Grosso foram os campeões na redução de emissões brutas, com redução de 65%, 44% e 44% respectivamente. Apenas Minas Gerais, Piauí, Roraima, Rio Grande do Sul e Sergipe registraram aumento nas emissões de 2024, em relação ao ano anterior.

Emissões líquidas

O total de emissões líquidas do Brasil, em 2024, foi de 1,49 GtCO2e, quando consideradas as remoções por áreas protegidas e florestas secundárias. Isso leva o setor de uso da terra a registrar uma queda ainda maior de 64% no total das emissões, com redução de 685 milhões para 249 milhões de toneladas de CO2 equivalente entre 2024 e 2023.

A queda reposiciona o setor em segundo lugar de emissões líquidas no país, respondendo por 17% do total em 2024, enquanto que a agropecuária, passa a ser responsável por 42% da poluição líquida do Brasil, no último ano.

Queimadas

No SEEG, as queimadas não são associadas ao desmatamento, que não chegam a caracterizar mudança no uso do solo, entram em um estudo a parte, não contabilizados no inventário.

“O Brasil queimou inteiro, em quase todos os biomas houve aumentos expressivos na área queimada em 2024. Isso refletiu no aumento de duas vezes e meia nas emissões líquidas por fogo no Brasil nos biomas”, destaca Bárbara Zimbres.

De acordo com a pesquisadora, se esse processo entrasse para o inventário de emissões haveria de 20% a 30% nas emissões líquidas dos últimos 10 anos. “Em 2024 chegou a quase 100% das emissões líquidas, então se [as queimadas] fossem contabilizadas, a gente veria as emissões líquidas no setor de uso do solo dobrarem”.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Juventude AG vence líder Chopinzinho e encosta na zona de classificação da Liga Nacional
FUTSAL

Juventude AG vence líder Chopinzinho e encosta na zona de classificação da Liga Nacional

Maioria diz conhecer pessoas com vício em apostas
ENQUETE

Maioria diz conhecer pessoas com vício em apostas

Suspeito de envolvimento na morte de policial morre em confronto
CORUMBÁ

Suspeito de envolvimento na morte de policial morre em confronto

Quer pegar um cineminha no domingo? Dourados tem várias opções de filmes
CULTURA

Quer pegar um cineminha no domingo? Dourados tem várias opções de filmes

Ex-primeira-dama morre 18 dias após o marido e ex-governador, Marcelo Miranda
LUTO

Ex-primeira-dama morre 18 dias após o marido e ex-governador, Marcelo Miranda

FUTEBOL

Inglaterra supera Noruega na prorrogação e vai à semifinal da Copa do Mundo

CAARAPÓ

Mais um morre em confronto com policiais do Choque durante operação

EDUCAÇÃO

Dourados e outras 11 cidades recebem vagas em cursos técnicos gratuitos do IFMS

FUTEBOL

Sábado de Copa do Mundo tem duelo de artilheiros e Messi em campo

LÍDER INDÍGENA

Raoni está consciente, mas apresenta leve piora no quadro renal

Mais Lidas

JUDICIÁRIO

STJ mantém em presídio chefe de quadrilha do caso Almir Sater

DOURADOS

Idoso com deficiência visual perde R$ 22 mil em golpe com falsa liberação de processo judicial

LOTERIA

Aposta única acerta as dezenas e fatura R$ 43 milhões na Mega-Sena

JUSTIÇA

Consumidor será indenizado após pagar e não poder levar compra