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ONU

Brasil quer sediar Conferência do Clima em 2019

18 novembro 2017 - 17h26Por Agência Senado

A consciência ambiental tem, aos poucos, se infiltrado na sociedade. Apesar disso, ainda estamos longe do ideal para o bem comum. A conclusão saiu da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 23), realizada esta semana em Bonn, na Alemanha.

A chanceler alemã, Angela Merkel, reconheceu que, apesar dos esforços, o país ainda tem uma matriz energética baseada em usinas de carvão, tendo reduzido a energia nuclear. O Brasil apresentou bons caminhos para cumprir as metas, com estímulo aos biocombustíveis e redução de desmatamento, mas tudo vai depender de investimentos.

No encontro, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, declarou que o Brasil tem todas as condições para sediar a COP 25, que será realizada em 2019. Para o senador Jorge Viana (PT-AC), presidente da Comissão Mista de Mudanças Climáticas do Congresso, o evento pode ser uma oportunidade de o país seguir com uma agenda positiva na área ambiental.

"O Brasil é um pais diverso, que é o sétimo em emissões no mundo. Mas há a esperança do mundo de que a gente resolva o problema da fome produzindo mais alimentos, mas conserve a biodiversidade brasileira. A mudança do clima é uma ameaça real, concreta, e o combate para que isso não aconteça depende também do Brasil. Se formos sede daqui a dois anos, quem sabe até lá a gente pare de adotar medidas contra o meio ambiente, que comprometem os compromissos brasileiros de evitar o aumento da temperatura do planeta e trabalhe no sentido de colaborar com o combate à mudança climática", avaliou o senador.

Viana também defendeu durante o encontro a organização de um movimento suprapartidário e a realização de uma audiência pública, ainda neste ano de 2017, para garantir o cumprimento das metas firmadas na COP 23.

Isso porque o país concluiu suas atividades na Conferência com mais trabalhos a fazer. No setor de energia, além de intensificar o uso de biocombustíveis, a ideia é ampliar os leilões de fontes renováveis para geração elétrica. No agropecuário, a meta é ampliar programas de financiamento para restaurar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas até 2030.

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