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Brasil quer dobrar comércio com o México até 2010, diz ministro

20 julho 2007 - 14h15

Em evento da CNI na Fiesp, Miguel Jorge anunciou a meta do governo para os próximos quatro anos. Para alcançar a meta, os atuais acordos bilaterais, considerados limitados, têm de ser aprofundados. As imagens do evento podem ser baixadas no endereço www.bancodemidia.cni.org.br

São Paulo, 20/07/2007 – O governo brasileiro estabeleceu a meta de dobrar, até 2010, a corrente de comércio (exportações mais importações) entre Brasil e México, que foi de US$ 6,705 bilhões no ano passado, afirmou hoje o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, durante o Encontro Empresarial Brasil-México, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em São Paulo.
Para alcançar a meta, Miguel Jorge disse que os dois países têm de aprofundar os dois Acordos de Complementação Econômica (ACEs) existentes hoje, o ACE 53, que envolve diversos setores, e o ACE 55, do setor automotivo.
“Esse desafio é para 2010. Brasil e México são duas economias muito similares, então têm muitas oportunidades para explorar”, disse Miguel Jorge, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), onde o evento foi realizado. Para o ministro, a missão governamental e empresarial brasileira ao México, no próximo dia 6, será o primeiro passo para a expansão desses acordos. “A articipação do empresariado é fundamental”, afirmou.
O Brasil exportou para o México um total de US$ 5,558 bilhões no ano passado, um aumento de 116,7% ante os US$ 2,565 bilhões exportados para o mesmo destino em 2002. O país importou do parceiro comercial US$ 1,147 bilhão em 2006, uma quantia 74% maior do que os US$ 658 milhões comprados dos mexicanos quatro anos antes.

O secretário de Economia do México (cargo mexicano equivalente ao de Miguel Jorge), Eduardo Sojo, citou que a corrente de comércio entre os dois países mais do que duplicou entre 2002 e 2006 (108% de crescimento) e, por isso, ele acredita que o mesmo é possível nos próximos quatro anos. “Podemos melhorar o comércio com os acordos bilaterais existentes, desde que sejam aprofundados, porque são muito limitados, principalmente se considerarmos que são as duas maiores economias da América Latina”, argumentou. “Existem muitas oportunidades, para os dois lados, que não estamos aproveitando”, complementou.
O secretário mexicano disse que seu país está preparado para receber investimentos de empresas brasileiras que queiram produzir lá e aproveitar os 12 acordos de preferências tarifárias que o México tem com 44 países, inclusive com o maior mercado individual do mundo, os Estados Unidos. “As indústrias brasileiras podem exportar, a partir do México, com tarifa zero para os Estados Unidos e para outros países”, explicou.

Miguel Jorge disse que essa é uma das prioridades da pasta que comanda. “Você tem uma disponibilidade de investimento brasileiro no México, para produção lá. Uma das prioridades do ministério, de internacionalização das empresas brasileiras, é exatamente para isso, para que elas possam buscar outros países que já tenham acordos de preferências como plataformas de exportação”, concordou o ministro. “As empresas brasileiras podem aproveitar os acordos bilaterais que outros países já têm”, resumiu.

O presidente do Conselho de Integração Internacional da CNI, Osvaldo Douat, disse que essa é uma das possibilidades, mas também que o Brasil tem possibilidade de competir em terceiros mercados com os produtos mexicanos mesmo que os concorrentes paguem menos tarifas. “Acredito que tenhamos de aproveitar oportunidades sim, mas sem deixar de lado a negociação bilateral com o próprio México e também com terceiros mercados”, disse Douat.

O embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp, disse que o caminho a ser seguido pela área internacional do governo brasileiro é o fortalecimento dos acordos bilaterais, como o pretendido com o México. “Não que devamos desistir da Rodada Doha (de negociações multilaterais de liberalização do comércio), que hoje está parada. Independentemente do sucesso ou fracasso de Doha, o Brasil tem de repensar sua política de negociações e buscar acordos regionais e bilaterais”, afirmou Barbosa.

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