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Brasil quer aumentar em 80% o número de pós-graduados

14 agosto 2009 - 11h51

Depois de analisar a demanda das instituições federais de ensino superior no Brasil, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) apresentou nessa semana para os ministérios de Educação e Ciência e Tecnologia um plano de apoio a ampliação dos cursos de mestrado e doutorado – PAPG/IFES.

A meta é aumentar em 80% o número de estudantes de pós-graduação até 2012. A quantidade total de estudantes passaria de 64.626 para 116.618. Para tanto, será necessário o investimento de R$ 4 bilhões. Parte dos recursos já está disponível em programas do governos, mas é preciso canaliza-los para o PAPG.

Além de aumentar o número de alunos, o plano pretende reduzir as disparidades regionais. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por exemplo, tem mais programas de doutorado que toda a Região Norte, que conta com apenas 36 cursos de doutorado.

Se a meta for alcançada, o número de alunos matriculados no mestrado passará de 40685 para 74071 em 2012. Enquanto o número de inscritos no doutorado saltará de 23.941 para 42.547 no mesmo período.

– A Amazônia, por exemplo, é uma área estratégica e não estamos formando doutores lá – lamenta o presidente da Andifes, Alan Barbiero. – E, além das diferenças entre regiões, há assimetria nas áreas de conhecimento.

Presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Guimarães afirma que a meta brasileira de formar 16 mil doutores até 2010 não será atingida. A estimativa é que sejam formados 13 mil.

O problema, segundo Guimarães, é que o crescimento do país demanda um número cada vez maior de profissionais e as bolsas pagas pelas instituições federais aos estudantes não são tão atrativas como os salários oferecidos pelo mercado. A bolsa de mestrado da Capes é de R$ 1,2 mil e de doutorado é de R$ 1,8 mil.

– Faltam pós-graduados e especializações em engenharia no Brasil – afirma Guimarães. Apenas 5% dos nossos cursos de graduação e 13% dos de pós-graduação são nessa área. Na Coreia e Singapura 60% dos cursos são na área de tecnologia. O problema é que para ter o cursos é preciso ter especialistas e para formá-los é preciso o curso.

Para resolver a disparidade entre as regiões, Guimarães afirma que os estados estão começando a condicionar a concessão de bolsas de estudos em outras unidades da federação ao retorno de seus alunos, como já acontece com os alunos bolsistas que cursam pós-graduação no exterior e têm que voltar e trabalhar no Brasil por um período mínimo previamente estipulado.

Segundo o presidente da Andifes, as três principais demandas das instituições estão divididas em qualificação do corpo docente, crescimento do número de cursos de pós-graduação e infraestrutura.

No relatório enviado à Andifes, elas tiveram que apontar suas prioridades entre as três demandas. Mais de 34% tem como prioridade investimentos para a infraestrutura, enquanto 9,34% precisam aumentar o número de profissionais qualificados.

O levantamento feito pela Andifes afirma que se os recursos necessários forem disponibilizados, será possível criar na região Sudeste, nos próximos quatro anos, 114 cursos de mestrados acadêmicos, 11 cursos de mestrados profissionais e 59 doutorados nos campi atuais e novos.

A maioria dos mestrados acadêmicos, 21, serão criados na áreas de ciências exatas e da terra, seguidos de ciências da saúde, 20, e ciências sociais aplicadas, 18. Na hora de escolher os cursos a serem criados, as instituições levaram em consideração as necessidades regionais e municipais.

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