Embora a cultura da soja responda atualmente por cerca de 60% da produção brasileira de biodiesel, a inserção do produto na matriz energética do país deverá incrementar a plantação de outras oleaginosas. A afirmação foi feita à Agência Brasil pela coordenadora de Biodiesel do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Edna Carmélia.
“Esta possibilidade acelera a inclusão social, diversifica a nossa matriz energética e possibilita a economia de divisas com a importação de diesel”, acrescentou. Para Carmélia, o fato de o Brasil ter tecnologia para processar biodiesel utilizando diversos tipos de oleaginosas como matéria-prima, é uma vantagem que levará o país a se transformar, em poucos anos, no maior produtor de biodiesel do mundo.
“Está vindo aí, do curto para o médio prazo, uma intensa diversificação da produção de oleaginosa no país. A soja deverá ser a matéria-prima que vai sustentar o biodiesel nestes primeiros anos e permitir que essa diversidade - uma das grandes características do Brasil na produção do biodiesel – nos leve a esse patamar [de maior produtor do mundo]”.
A coordenadora do MDA explicou que a natureza do biodiesel em sua cadeia produtiva é a do aproveitamento do óleo vegetal. Como a soja tem muito pouco óleo vegetal, a tendência é de que se aumente o cultivo de outras culturas – uma vez que aumentar a produção de soja para produzir biodiesel significa ter que consolidar outra cadeia - muito mais ampla - que é a do farelo de soja.
“A cada cem partes da soja, você tem 19 de óleo e o resto é farelo. A tendência, portanto, é ampliar aquelas oleaginosas que tem mais óleo, como é o caso da mamona – que tem cerca de 50% de óleo em sua composição – ou do girassol, cujo percentual é ainda maior. O dendê, a canola e o amendoim também são alternativas atrativas”, garantiu.
“Este elenco de matérias-primas para a produção do biodiesel é uma característica única do Brasil. Se formos olhar para a produção da Alemanha, por exemplo, ela é proveniente basicamente do couro da canola” ressaltou.
Edna Carmélia destacou, ainda, outra vantagem do país: “Nós temos diversas alternativas tecnológicas de processamento que permitem melhor uso da terra, melhor uso da mão-de-obra e, principalmente, sem qualquer risco para o meio ambiente - desde que tudo seja feito com responsabilidade ambiental”.
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