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Brasil já teve 82 coadjuvantes em Copas do Mundo

10 abril 2006 - 16h42

Impossível lembrar das conquistas brasileiras em Copas e não associá-las a determinados jogadores. Pelé foi o destaque em 1958; Garrincha, o "anjo" de 1962; Jairzinho, o "furacão" de 1970; Romário, o herói de 1994; e Ronaldo, o artilheiro de 2002. Porém, em cada campanha da Seleção, vitoriosa ou não, houve também jogadores que não sentiram o gostinho de pisar no gramado e participar, mesmo que por poucos minutos, de uma partida de Copa do Mundo. No total, 82 atletas do País foram meros "coadjuvantes" na história. Os "azarões", de uma maneira ou de outra, colaboraram para o sucesso do Brasil. Pelo menos esse é o pensamento do ex-zagueiro Ronaldão, reserva na conquista do tetracampeonato nos Estados Unidos, em 1994. "O fato de estar em campo, se você tiver um pensamento focado no grupo, não representa muito. Se você faz parte de um grupo, tem que apoiar. Esse tipo de mentalidade que faz ser campeão", destacou Ronaldão em entrevista ao Terra Esportes. "O fato de jogar ou não, não fazia muita diferença por que queríamos o Brasil campeão. A mentalidade do grupo era isso. Por isso a Seleção conseguiu seu objetivo", acrescentou. O zagueiro vivia excelente fase na carreira. Depois do sucesso no São Paulo, acertou transferência para o futebol japonês e foi convocado pelo técnico Carlos Alberto Parreira, mas amargou a reserva em todos os sete jogos da conquista brasileira. A zaga titular do Brasil era formada por Ricardo Rocha e Márcio Santos, com Aldair e Ronaldão como opções. Logo no primeiro jogo, diante da Rússia (vitória por 2 a 0), a lesão de Ricardo Rocha parecia sinalizar a favor de Ronaldão. Mas... "Eu cheguei a amarrar a chuteira para entrar em campo no primeiro jogo, quando o Ricardo Rocha se machucou, mas o Parreira optou pelo Aldair. Todos ali tinham condições de jogar", defendeu ele. Assim como Ronaldão, muitos outros jogadores tiveram que acompanhar as alegrias ou tristezas da Seleção apenas de "longe", mesmo estando tão perto. Também é o caso do ponta-esquerda Zé Sérgio. Habilidoso e veloz, o atleta fez história no São Paulo, no final dos anos 70 e começo dos anos 80. Teve ainda passagem marcante pelo Santos, campeão paulista de 1984. Com apenas 21 anos, foi convocado pelo técnico Coutinho para disputar a Copa de 1978, na Argentina. Como Rivelino e Dirceu lutavam pela vaga na esquerda, Zé Sérgio foi como opção para a ponta-direita. Mesmo fora de sua posição, o jogador não sentiu o gosto de atuar em um Mundial com a camisa da Seleção. Naquela Copa, ele foi um exemplo de "coadjuvante". "Chegando lá, você quer jogar. Espera sempre por uma oportunidade. Fica aquela expectativa. Mas, de repente, por ser novo na época, eu encarei de uma maneira tranqüila. Se tivesse uma idade mais avançada, talvez fosse mais complicado", disse Zé Sérgio. Mas a ausência nos jogos serviu para alguma coisa. Zé Sérgio garante que ganhou muito em experiência. "Esse é o ponto principal (experiência). A expectativa é sempre a próxima Copa. Porque em 1978 eu tinha certeza que só entraria em campo se acontecesse alguma coisa de especial. Eu esperava ficar no banco, mas nem isso tive a oportunidade", declarou. Após a Copa, o futebol de Zé Sérgio cresceu. Ele continuou sendo convocado, fez parte da Seleção comandada por Telê Santana como titular, mas acabou se lesionando e depois perdeu a vaga no Mundial de 1982 para o ponta Éder. "Eu tinha mais experiência. Disputava posição com o Éder. Na Seleção não tinha ninguém tão agressivo como eu. A qualidade dele era indiscutível, mas eu partia para cima, era mais agressivo", lamentou o ponta. Ronaldão e Zé Sérgio são apenas alguns dos "coadjuvantes" da Seleção em Copas. A lista já contou com jogadores que, mais tarde, brilhariam muito pelos gramados, como Ronaldo, Roberto Dinamite, Zito, entre outros. As informações são do site de notícias da Redação Terra.

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