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Brasil é o terceiro no ranking mundial da exploração infantil

11 junho 2004 - 23h08

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Roberto Busato, afirmou hoje que o Brasil, em termos de trabalho, está caminhando para trás. "Nós temos registrado recordes sucessivos de desemprego, com índices mais críticos a cada mês, e agora aparecemos no topo do ranking do trabalho doméstico infantil, com cerca de 560 mil crianças vítimas da exploração", afirmou. "Nossa colocação na estatística do trabalho infantil nos põe em pé de igualdade com países muito atrasados em outras estatísticas sociais, como Indonésia, El Salvador, Guatemala, Índia, Bangladesh e Paquistão". A declaração foi dada pelo presidente da OAB após tomar conhecimento de estudo divulgado na quinta-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, dando conta de que o Brasil é o terceiro país com mais trabalhadores domésticos infantis no mundo. Segundo a pesquisa, o Brasil está atrás somente da África do Sul, com dois milhões de crianças nesta condição, e Indonésia, com 700 mil. São 264 mil crianças no Paquistão trabalhando como empregadas domésticas, 250 mil no Haiti, 200 mil no Quênia e 100 mil no Sri Lanka. "O Brasil tem realmente que tomar consciência desse grave problema e diminuir as exclusões sociais, começando por cobrar medidas urgentes de redução dos altíssimos percentuais de desemprego, um dos fatores mais determinantes para a perda de cidadania", afirmou Roberto Busato. Ainda segundo o estudo da OIT, existem dez milhões de crianças no mundo, em sua maioria meninas, forçadas a trabalhar em casas particulares, em condições similares à escravidão. Na opinião do presidente da OAB, o trabalho doméstico forçado gera vários outros problemas para a formação da criança, como a falta de instrução, exclusão dos princípios de cidadania e marginalização. O que acaba ocorrendo, segundo Busato, é que as crianças que trabalham principalmente em casas de família acabam se acostumando a um modelo de total exclusão social. "Elas estão tão acostumadas a fazer os trabalhos domésticos, a cuidar dos filhos dos patrões e a não ter um ambiente doméstico saudável, que começam a achar aquela perspectiva normal", afirmou ele. "É um assunto sobre o qual devemos nos debruçar e trabalhar para encontrar um caminho para as gerações de crianças trabalhadoras que estão sendo deformadas pela falta de perspectiva social vida". Conforme o relatório da OIT, essas crianças raramente recebem salário, algumas vezes sofrem abusos sexuais e quando são consideradas "muito velhas" acabam sendo expulsas pelos patrões. O estudo divulgado coincide com o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, que será celebrado amanhã.

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