Dados do Instituto Nacional de Embalagens Vazias (inpEV) mostram que o Brasil processou este ano 11.622 toneladas de recipientes de agrotóxicos. Um aumento de 8,3% no número de embalagens recicladas ou incineradas por todos os estados em relação ao ano de 2005.
Segundo o diretor-presidente do inpEV, João César Rando, o Brasil é líder nesse setor, e já está à frente de vários países. “Das embalagens produzidas, cerca de 84% são devolvidas, enquanto que nos Estados Unidos apenas 20% voltam aos fabricantes”, informou.
De acordo com o diretor-presidente do inpEV, o agricultor tem o dever de lavar as embalagens e armazená-las na propriedade, por até um ano. A devolução dos recipientes deve ser feita nos canais de distribuição, que geralmente estão listados na nota fiscal que o agricultor recebe no ato da compra dos produtos. “Listar esses postos ou centrais de devolução é obrigação dos fabricantes”, disse.
O presidente-executivo da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), Henrique Mazotini, lembrou que os canais de distribuição têm a obrigação de disponibilizar locais para que os agricultores entreguem os vasilhames lavados e perfurados. Devem também emitir um comprovante ao agricultor. “Nessa etapa, as embalagens são prensados e enviadas para a indústria fabricante, que tem a função de reciclá-las ou incinerá-las”, explicou Mazotini.
Segundo Mazotini, já existem mais de 350 postos de coleta espalhados pelo país. “Em caso de dificuldades na devolução das embalagens, o agricultor pode recorrer ao local de compra dos agrotóxicos. Não resolvido, deve procurar o órgão de fiscalização do estado, ou mesmo o inpEV, pelo telefone (11) 3069-4900”.
Luiz Gonzaga Coimbra, pequeno produtor rural de Brasília, destacou a importância da orientação para o destino correto das embalagens de agrotóxicos. “Quando vamos comprar os produtos recebemos orientações, mas sempre podemos recorrer à Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural). Eles, além das informações, promovem palestras educativas, com dicas da tríplice lavagem, por exemplo”, explicou Coimbra.
Ele ressalta a importância do recolhimento para a preservação do meio ambiente e para a saúde dos próprios agricultores
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