Brasil e Argentina assinaram hoje, em BrasÃlia, um protocolo de intenções para a implantação de um sistema de pagamentos em moedas locais no comércio entre os dois paÃses, o qual as duas nações pretendem estender aos demais membros do Mercosul. O mecanismo, que em um primeiro momento será dirigido aos pequenos e médios exportadores, terá caráter facultativo, e procurará facilitar as transações e reduzir os custos das operações comerciais entre os dois maiores membros do Mercosul, evitando a conversão de suas moedas ao dólar nas operações de comércio exterior.
O memorando foi assinado no âmbito da reunião de ministros de Economia e Fazenda e presidentes dos bancos centrais dos paÃses do Mercosul, que aconteceu hoje na capital brasileira paralelamente à XXI Reunião do Conselho do Mercado Comum do Mercosul.
"A idéia é criar um sistema comercial que possa viabilizar as transações em moedas dos paÃses do Mercosul", disse o presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, após a assinatura do documento.
Meirelles acrescentou que o sistema atual do comércio exterior entre Brasil e Argentina é "complexo e custoso", devido à conversão dos reais e pesos para dólares. A idéia é que os exportadores dos dois paÃses possam fazer "vendas diretamente em suas próprias moedas".
As partes desejam implantar o sistema necessário para fazer as conversões de reais a pesos, e vice-versa, em no máximo seis meses, para que o sistema de pagamentos entre em vigor antes do fim de 2007.
Com o novo sistema, os bancos centrais de Argentina e Brasil definirão a taxa de câmbio de suas respectivas moedas e, ao fim do dia, fixarão uma taxa de referência entre o peso e o real para liquidar as operações comerciais.
O presidente do Banco Central argentino, MartÃn Redrado, destacou que as autoridades monetárias dos dois paÃses criaram este mecanismo para que, no futuro, seja usado não apenas no comércio de bens, mas também no de serviços.
"Estamos dando um passo para ter um mercado mais competitivo, mais transparente e mais profundo", afirmou.
Segundo Redrado, os primeiros beneficiados com o novo sistema de compensações serão os pequenos exportadores, que eliminarão os custos das transferências monetárias e reduzirão o spread entre as transações atacadistas e no varejo, que em seu paÃs fica entre 1% e 1,5% do valor da operação.
O funcionário lembrou que 40% das exportações da Argentina ao Brasil são inferiores a US$ 10 mil, e 78% ficam abaixo de US$ 50 mil.
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