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Banco do Brasil e Caixa descontam dias parados de grevistas

20 outubro 2004 - 18h08

Cerca de 150 mil funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal receberam nesta quarta-feira o pagamento de setembro com o desconto de cinco dias, por causa da greve que mobilizou a categoria por um mês. “O desconto é um absurdo. Total insensibilidade, uma provocação feita pela Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) e os bancos acataram isso“, denuncia o presidente da Confederação Nacional dos Bancários (CNB), Vagner Freitas. A Febraban havia recomendado aos bancos que aplicassem o desconto em um terço dos dias parados no período de greve. Para Vagner, não havia necessidade de realizar o desconto, uma vez que o julgamento da paralisação está marcado para esta quinta-feira (21), no Tribunal Superior do Trabalho (TST). “Se há um dissídio coletivo sendo julgado amanhã, não haveria a menor necessidade dos bancos proferirem o desconto hoje, poderiam esperar o resultado do julgamento”, enfatiza. O presidente da CNB ressalta que a entidade está acompanhando o processo de tramitação do dissídio coletivo no TST e pretende eleger a quinta-feira como dia nacional de luta da categoria. Ele informa que, mesmo realizando uma mobilização nacional, a categoria não pretende paralisar suas atividades. “Os sindicatos vão organizar no país inteiro manifestações e, em alguns locais, paralisações para marcar a presença da gente no dia do julgamento”, explica Valter. Em Brasília, o Sindicato dos Bancários do Distrito Federal pretende levar os funcionários para acompanhar, em frente ao prédio do TST, o processo de votação dos nove ministros. Segundo o secretário geral do sindicato, Jair Pedro Ferreira, há possibilidade do tribunal permitir a transmissão do julgamento ao vivo para os bancários. “Negociamos com o TST e eles estavam analisando a possibilidade de termos um telão na rua para os trabalhadores”. Jair destaca que todas as tentativas para evitar o desconto foram realizadas junto ao TST. “Nós passamos a semana toda em negociação, principalmente, através do TST e da Procuradoria Geral do Trabalho, tentando uma interferência junto à direção dos bancos para que se aguardasse o julgamento do nosso dissídio que está marcada para amanhã”. O julgamentodo dissídio coletivo deverá pôr fim ao impasse sobre a negociação salarial dos funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Os bancários reivindicam reajuste de 19%, que foi rejeitado pelo governo e pela Febraban. O aumento proposto varia de 8,5% a 11,8%, a depender da faixa salarial.  

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