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Bancários fazem assembleias hoje para votarem as propostas dos bancos

17 outubro 2011 - 11h43

Sindicatos de bancários de todo país realizam assembleias nesta segunda-feira, (17/10), para discutir e votar as propostas apresentadas na sexta-feira, dia 14/10, durante a sétima rodada de negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em São Paulo. Também serão debatidas as propostas específicas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

Em Dourados a assembleia acontece às 17:30h, desta segunda-feira, na sede da entidade, a Rua Olinda Pires de Almeida, 2450 e a diretoria do sindicato está convocando toda a categoria para participar e decidir democraticamente, pela aceitação ou rejeição das propostas apresentadas.

Caso a categoria aceite e aprove as propostas encerra-se a maior greve dos bancários, dos últimos 20 anos, com fechamento de 9.254 agências em todo o país. Com participação histórica da base do Sindicato de Dourados e Região, que paralisou 100% de sua base territorial composta por 13 municípios.

A orientação do Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), referendada pela diretoria do Sindicato de Dourados é de aceitação das três propostas, com a suspensão da greve e volta ao trabalho a partir desta terça-feira,( 18/10).

"As novas propostas são resultado de um intenso processo de mobilização e negociação, que é o caminho que sempre defendemos, sem interferência de atores externos, para que os trabalhadores possam consolidar e avançar nas suas conquistas", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

A Fenaban propõe reajuste salarial de 9% (inflação do período mais aumento real de 1,5%), valorização do piso da categoria em 12%, (aumento real de 4,3%) e melhorias na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), com elevação da parcela fixa da regra básica (reajuste de 27,2%) e do teto da parcela adicional (reajuste de 16,7%).

A proposta dos bancos inclui também avanços nas condições de saúde, segurança e trabalho. "Conquistamos uma cláusula que proíbe a divulgação de rankings individuais dos funcionários, como forma de frear a cobrança das metas abusivas, combatendo o assédio moral", destaca Cordeiro. "Também obtivemos outra cláusula que obriga os bancos a coibir o transporte de numerário por bancários, que deve ser realizado conforme a lei federal nº 7.102/83, através de vigilantes", salienta Cordeiro.

Segundo Raul Verão, presidente do Sindicato dos Bancários de Dourados e Região, "Derrotamos a visão atrasada de que salário gera inflação e garantimos a continuidade, desde 2004, da política de recomposição salarial dos bancários, com aumento real pelo oitavo ano consecutivo e valorização do piso, como forma de fortalecer o desenvolvimento econômico com distribuição de renda".


Os dias de greve não serão descontados, mas serão compensados em até duas horas por dia, de segunda a sexta-feira, até o dia 15 de dezembro e, assim como nos anos anteriores, eventual saldo após esse período será anistiado.

As propostas específicas do BB e da Caixa também apresentam melhorias para os bancários, envolvendo questões de carreira e condições de trabalho, dentre outras. "Entre os principais avanços, destacam-se a PLR social e a contratação de 5 mil empregados na Caixa e a valorização do plano de cargos e salários no BB", salienta o vice-presidente do Sindicato dos Bancários de Dourados e Região e funcionário do Banco do Brasil, Carlos Longo.



Ainda segundo Longo, “Infelizmente em relação a mais contratações só conseguimos avançar na Caixa, pois como sempre dissemos, a nossa campanha vai muito além de reajuste salarial e as contratações são fundamentais para melhorar o atendimento aos clientes e usuários”. Lembrando ainda que: “Mesmo que as negociações sejam encerradas com a aprovação das propostas nesta segunda-feira, o movimento sindical continuará pautando os bancos durante todo o ano para que haja mais contratações”.

A greve, que começou no dia 27 de setembro, completa 21 dias nesta segunda-feira e chegou a paralisar 9.254 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal, segundo levantamento da Contraf-CUT com base nas informações enviadas pelos sindicatos.

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