O Diário Oficial da União publicou nesta terça-feira (26) a exoneração de Wilson Wolter Filho do cargo de assessor especial do ministro dos Transportes. A demissão, assinada pela ministra chefe da Casa Civil da Presidência, Gleisi Hoffmann, é apontada como tendo sido realizada a pedido do servidor.
A crise instalada no Ministério dos Transportes no começo deste mês pelas denúncias de superfaturamento em obras tem como saldo até esta terça-feira (26) a demissão ou o afastamento de 18 funcionários da pasta.
Na segunda-feira (25), a assessoria do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) confirmou que o diretor-geral do órgão, Luiz Antônio Pagot, pediu demissão do cargo.
Segundo a assessoria, Pagot foi ao Dnit na manhã desta segunda, reuniu funcionários que trabalharam com ele, agradeceu pela dedicação e anunciou que havia pedido demissão.
A saída de Pagot foi confirmada em nota pela assessoria do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos.
Pagot estava de férias desde 4 de julho e vai deixar o cargo quase um mês após o surgimento de denúncias de superfaturamento no Ministério dos Transportes.
Os cortes nos Transportes atingiram principalmente servidores que atuavam nas áreas de operações, administração e análise técnica e pessoas ligadas ao PR, partido do ex-ministro Alfredo Nascimento.
A reportagem de "Veja" relatou que representantes do PR, partido ao qual pertencem o ex-ministro Alfredo Nascimento e a maior parte da cúpula do ministério, funcionários da pasta e de órgãos vinculados teriam montado um esquema de superfaturamento de obras e recebimento de propina por meio de empreiteiras.
No dia 6 de julho, então ministro dos Transportes, Nascimento pediu demissão pressionado por suspeitas de que seu filho tenha enriquecido ilicitamente em razão do cargo de ministro. Ao assumir o posto, no dia 12 de julho, o novo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos afirmou que faria “ajustes” que envolveriam troca de pessoas e modificações em processos da pasta.
Principal foco das irregularidades, o Dnit sofreu seis cortes, a maioria deles em cargos de direção e coordenação. O diretor-executivo do órgão, José Henrique Sadok de Sá, que estava interinamente na direção-geral no lugar de Pagot, foi afastado da função.
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