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Argentina volta ao segundo lugar nas exportações brasileiras

03 janeiro 2004 - 17h12

A Argentina, que em 2003 começou a se recuperar da forte crise que atingiu o país nos últimos quatro anos, voltou a ocupar o segundo lugar no ranking dos principais mercados para as exportações brasileiras. Os EUA mantiveram a liderança.As exportações para o país vizinho cresceram 94,7% em 2003 e somaram US$ 4,6 bilhões, refletindo o reaquecimento da economia, que cresceu mais 7% no ano passado. A China, que até novembro estava em segundo lugar, caiu para a terceira posição no acumulado do ano.Mesmo assim, as vendas ainda não voltaram aos patamares registrados em 2001, quando somaram US$ 5,2 bilhões. Na época, a moeda argentina, o peso, ainda tinha paridade de um para um com o dólar, o que beneficiava a venda de produtos brasileiros.A recuperação veio depois de o país vizinho ter passado pela pior crise de sua história. Entre 1999 e 2002, a economia argentina teve retração de 20%. O auge da crise foi 2002, ano da desvalorização cambial e quando o PIB recuou 10,9%.Em maio de 2002, o desemprego atingia 21,5% do população e mais de 50% das pessoas viviam abaixo da linha da pobreza. As vendas do Brasil para a Argentina neste ano somaram US$ 2,3 bilhões, recuo de 55,7%.InvasãoO aumento das vendas de produtos brasileiros para o país vizinho chegou a ser alvo de protestos de empresários argentinos durante todo o ano de 2003. Eles afirmaram que os produtos brasileiros estavam "invadindo" o mercado vizinho.Fabricantes de tecidos e produtores de suínos e frangos acusaram os produtores brasileiros de praticar "dumping" (venda de produtos abaixo do preço de mercado para conquistar clientes).Os empresários brasileiros se defenderam afirmando que o "problema era da falta de competitividade dos produtos argentinos". O governo brasileiro, em junho de 2003, divulgou um estudo mostrando que o Brasil, por mais de dois anos, teve déficit comercial com a Argentina.A UIA (União Industrial da Argentina) chegou a pedir ao presidente do país, Néstor Kirchner, para impor cotas aos produtos brasileiros. Uma proposta chegou até a ser apresentada ao governo brasileiro, mas até agora não entrou em vigor.

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