Menu
Busca quinta, 09 de julho de 2020
(67) 99659-5905
CONSCIÊNCIA NEGRA

Apesar da inclusão, população preta e parda não se vê representada

20 novembro 2019 - 12h20Por Agência Brasil

O Brasil atingiu um indicador inédito em 2019: pela primeira vez, pessoas que se identificam como pretas ou pardas superaram os autodeclarados brancos nas universidades federais. De acordo com a pesquisa Desigualdades Sociais por Cor ou Raça Brasil, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os pretos ou pardos somam 50,3% dos alunos regularmente matriculados no ensino superior público.

Os dados, porém, não refletem necessariamente a percepção dos negros em relação a acesso ao espaço universitário. “Eu acho que a semana da Consciência Negra está aí exatamente para provar que esses dados não são verdadeiros. Eu, pessoalmente, não acredito em notícias assim. É pura desinformação”, afirma Filipe Davi Cardoso dos Santos, estudante de filosofia da Universidade de Brasília (UnB).

A pesquisa mostra que pode haver motivo para Filipe não perceber o avanço. Apesar do número de estudantes dessa parcela populacional ter aumentado, o abandono dos cursos ainda é alto - 28,8% desses alunos não chegarão a graduação.

Homicídios

O estudo mostra, ainda, que as dificuldades da população preta ou parda vão além do acesso ao estudo superior. A taxa de homicídios nesse grupo, na faixa etária de 15 a 29 anos, é de 98,5 por 100 mil habitantes. Pessoas da mesma faixa etária que se identificam como brancas contabilizaram 34 homicídios por 100 mil. “Somos uma população constantemente ameaçada. Sofremos com a violência urbana e a violência doméstica. O nosso sangue ajudou a fundar esse país. E ainda assim as pessoas pretas não têm políticas públicas necessárias para nos tirar da margem da sociedade”, afirma a estudante de Ciências Sociais Ramara Catarine da Silva.

Representatividade

A população preta ou parda - correspondente a 55,8% dos brasileiros - não elege pessoas da mesma cor. Na esfera federal, 24,4% dos deputados eleitos se declaram pretos ou pardos. O cenário se repete nos estados: 28,9% dos representantes públicos pertencem ao grupo demográfico majoritário. "Esses indicadores de representação são importantes para monitorar como os grupos minoritários se inserem em espaço de tomada de decisão", afirmou a analista de População e Indicadores Sociais do IBGE, Luanda Botelho.

Deixe seu Comentário

Leia Também

BRASIL
Entregadores de aplicativos pedem legislação específica para categoria
MATO GROSSO DO SUL
Loja deve indenizar por forçar pagamento de produto não adquirido
CAMPO GRANDE
Exército Brasileiro realiza controle de fluxo e aferição de temperatura no HRMS
POLÍCIA
DNA revela que preso em São Paulo é autor de estupro em MS
SAÚDE
MPF ajuíza ação pedindo atendimento para indígenas residentes em áreas urbanas
REGIÃO
PMA flagra trio por pesca ilegal no rio Paraná
MATO GROSSO DO SUL
Hospitais terão que informar Secretaria sobre situação de internações por Covid-19
LEGISLATIVO DE MS
Aprovada utilização de Libras nos programas da rede pública de TV
ECONOMIA
Dólar fecha em queda com exterior e dados de varejo
DESMATAMENTO
Gaúcho leva multa de R$ 33 mil por crime ambiental praticado em MS

Mais Lidas

DOURADOS
Decreto vai mandar fechar bares e academias por 10 dias
PANDEMIA
Comerciante de 45 anos é a 37ª vítima do coronavírus em Dourados
DOURADOS
Publicado, decreto que fecha bares e academias por 10 dias poderá ser prorrogado
DOURADOS
Após trégua, frio intenso deve voltar até o final de semana