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Alta do gás deve custar US$ 600 mi ao Brasil, diz Morales

07 maio 2006 - 15h28

O presidente da Bolívía, Evo Morales, defendeu hoje um forte aumento no preço do gás que seja capaz de resolver o déficit fiscal e ainda colocar as contas do país vizinho no azul. Segundo a estatal Agência Boliviana de Informação, Morales quer elevar o preço do combustível vendido ao Brasil e à Argentina em US$ 2. Hoje o Brasil paga US$ 3,26 por milhão de BTU (medida internacional de gás) --ou seja, a alta defendida pelo presidente alcança 61%. Esse reajuste representaria um aumento de arrecadação anual de US$ 600 milhões que seria mais do que suficiente para eliminar o déficit fiscal boliviano, de US$ 300 milhões. Ele também afirmou os governos anteriores do país sempre "mendigavam" dinheiro no exterior para cobrir o déficit fiscal. Segundo ele, sua decisão de nacionalizar o petróleo o gás permitirá resolver os problemas fiscais do país. Ele disse ainda que vai negociar esse aumento com Brasil e Argentina, que importam a maior parte do gás produzido na Bolívia. "Agora depende de nós. Nós podemos impor o preço, mas para não perder a amizade vamos discutir", afirmou Morales em discurso em Cochabamba. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entretanto, já afirmou que não haverá aumento dos preços do gás. Segundo ele, se houver, o reajuste será absorvido pela Petrobras e não chegará a empresas e consumidores. Para analistas brasileiros, Morales só deverá elevar os preços após a eleição no Brasil para não prejudicar a campanha de Lula. Como tem 180 dias para negociar os preços, haveria espaço para o boliviano retribuir as gentilezas de Lula, que tem dado forte declarações de apoio ao colega boliviano. Executivos da Petrobras, entretanto, afirmaram diversas vezes que não aceitarão aumentos e que podem recorrer a uma câmara de arbitragem em Nova York se a Bolívia insistir no reajuste. A mudança nos preços só seria aceita, segundo reportagem publicada pela Folha de S.Paulo, se outras regras estabelecidas no contrato da Petrobras com a Bolívia fossem alteradas. Ao mesmo tempo, o governo estudará outras formas de reduzir a dependência do gás boliviano, como a importação de gás liquefeito de outros países por navio e a exploração do combustível existente na bacia de Santos.

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