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CASO MONARK

Adrilles Jorge é investigado pelo MP após gesto ligado ao nazismo

09 fevereiro 2022 - 22h20Por G 1

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) informou nesta quarta-feira, dia 09 de fevereiro, que abriu uma investigação contra o comentarista Adrilles Jorge. Instaurada pelo Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Inteligência (Gecradi) do MP, a investigação criminal ocorre após Adrilles fazer um gesto apontado como uma saudação nazista, o que é crime. O gesto ocorreu durante sua participação em um programa da TV Joven Pan News na noite desta terça-feira (8).

O comentarista falava sobre o caso do youtuber e apresentador Bruno Aiub, conhecido como Monark, que foi desligado do Flow Podcast após defender a existência de um partido nazista em um episódio.

Segundo o comunicado do MP, Adrilles "encerrou um programa na Jovem Pan com uma saudação nazista, o que em tese contraria os dispositivos da Lei 7.716/89".

A lei citada pelo Ministério Público define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, e afirma que é crime "fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo".

Na portaria em que instaura a investigação, o Ministério Público também oficia a empresa responsável pela transmissão na qual Adrilles fez o gesto. A promotora Maria Fernanda Balsalobre Pinto determina que a Jovem Pan encaminhe "a mídia integral do programa indicado, por meio digital, no prazo de dez dias" e que seus responsáveis "identifiquem, com função, e-mail e telefone de contato, todos os presentes no estúdio quando do encerramento do programa".

A Jovem Pan demitiu nesta quarta-feira (9) o comentarista Adrilles Jorge após ele fazer um gesto apontado como saudação nazista. Na ocasião, Adrilles comentava o caso do apresentador Monark, que defendeu criação de partido nazista. Quando teve sua participação encerrada, ele se despediu da atração fazendo um gesto similar ao de Adolf Hitler.

Demissão de Adrilles Jorge

A assessoria da Joven Pan confirmou a demissão de Adrilles Jorge e enviou o seguinte comunicado:

"O Grupo Jovem Pan repudia qualquer manifestação em defesa do nazismo e suas ideias. Somos veementemente contra a perseguição a qualquer grupo por questões étnicas, religiosas, raciais ou sexuais.

No exercício diário de informar e esclarecer nossa audiência, prezamos pelo livre debate de ideias, mas não endossamos qualquer tipo de manifestação que leve ao discurso de ódio e reforce ideias que remetam a um episódio da nossa história que deve ser lembrado como símbolo de um erro da humanidade que não deve jamais ser repetido.

Nossos comentaristas têm independência para emitir opiniões, respeitando os limites da lei, opiniões estas que não refletem as posições do Grupo Jovem Pan."

'Tchau deturpado por canceladores'

Nas redes sociais, Adrilles Jorge confirmou a demissão e afirmou que os espectadores 'deturparam' um 'tchau'.

"Fui demitido da Jovem Pan. Por dar um tchau deturpado por canceladores. Infelizmente a pressão de uma turba canceladora e sua sanha de sangue surtiram efeito. Agradeço a Jovem Pan pela oportunidade e a todos os amigos que lá conquistei e que em mim confiam e apoiam."

Adrilles Jorge tem 47 anos é escritor, poeta e jornalista. Na Jovem Pan, ele era um dos comentaristas do programa "Morning Show", além de escrever sobre política, cultura e comportamento. O comentarista foi um dos participantes do "BBB15".

Confederação Israelita do Brasil

Após a divulgação das imagens de Adrilles na atração, a Conib (Confederação Israelita do Brasil) emitiu um comunicado condenando o gesto feito pelo comentarista:

"A Conib (Confederação Israelita do Brasil) condena estarrecida o gesto repugnante de saudação nazista feito pelo apresentador Adrilles Jorge em programa da Jovem Pan. O nazismo propaga uma visão de mundo racista, antissemita e totalitária, que causou a morte de 6 milhões de judeus e minorias como homossexuais, negros, ciganos e outras, e detonou uma guerra mundial catastrófica para a humanidade."

"Episódios de apologia ao nazismo devem ser combatidos com todo o rigor da lei brasileira e repelidos pela sociedade como um todo. A Conib, em nome da comunidade judaica, agradece as manifestações de apoio diante desses fatos lamentáveis e agradece também a todos que vêm manifestando indignação e repulsa diante deles. A luta contra o racismo e o discurso de ódio deve ser uma luta de todos."

Caso Monark

O apresentador Monark foi demitido do podcast Flow nesta terça-feira (8) após defender no programa a existência de um partido nazista, o que é proibido por lei.

No podcast de segunda (7), do qual participavam Kim Kataguiri (DEM-SP) e Tabata Amaral (PSB), Monark disse: "A esquerda radical tem muito mais espaço do que a direita radical, na minha opinião. As duas tinham que ter espaço. Eu sou mais louco que todos vocês. Eu acho que o nazista tinha que ter o partido nazista reconhecido pela lei".

Tabata rebateu o comentário e falou que a "liberdade de expressão termina onde a sua expressão coloca em risco a vida do outro". "O nazismo é contra a população judaica e isso coloca uma população inteira em risco", afirmou a parlamentar.

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