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Bope aprova treino anti-seqüestro com armas não-letais

09 abril 2008 - 16h23

Para quem já ouviu equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) cantando o "hino motivador" durante os treinamentos na favela Tavares Bastos, em Laranjeiras, onde fica a sede da tropa de elite, talvez custe a acreditar que os policiais, conhecidos pelas ações violentas, passem a usar armas não-letais.

Mas os homens de preto que participaram do treinamento nesta quarta-feira (9), em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, pareciam convictos de que essa será a nova filosofia da corporação.

“É preciso desmistificar essa imagem de que o Bope só usa armas para matar. Podemos usar alternativas táticas e adaptar à nossa realidade, empregar esse recurso dentro das nossas normas e padrões. Nossa idéia é salvar vidas”, explicou o tenente Marcelo Corbage, um dos seis policiais da tropa que participaram de uma simulação de resgate de dois reféns seqüestrados em uma favela cenográfica montada em uma área da empresa Condor, que negocia a venda dos produtos para a polícia com o governo do Rio.

“O Bope não é uma tropa exclusivamente letal. Estamos nos qualificando para enfrentar a criminalidade”, disse ele, antes de responder a uma provocação sobre a hipótese de os criminosos, armados de fuzis, acharem que o Bope passaria a entrar nos morros atirando com balas de borracha ou usando spray de pimenta: “É melhor não tentar a sorte”, completou, esboçando um sorriso.

Na sede da Condor, em uma área rural da Baixada Fluminense, 40 policiais de seis estados participaram do treinamento com as armas não-letais, além de fuzileiros navais e agentes penitenciários.

No campo de provas, aprenderam a usar os diferentes tipos de granadas (de impacto, explosivas, lacrimogêneas e de emissão de fumaças), testaram munições de impacto controlado e outros armamentos que não matam.

A empresa já forneceu equipamentos para o Rio, através da Secretaria Nacional de Segurança Pública, durante os Jogos Pan-Americanos. O objetivo, agora, é ampliar o uso nas corporações militares e pela Polícia Civil.

Entusiasmo
O entusiasmo pelos novos equipamentos também contagiou o comandante do Batalhão de Choque da PM, o coronel Carlos Milagres, que, usando um boné da empresa, defendeu o uso das armas não-letais. “É fundamental esse recurso dentro do conceito de uso progressivo da força. Precisamos adquirir mais conhecimento para utilizá-las com eficácia e nos momentos adequados”.

Durante o treinamento, foi feito uma demonstração em que policiais usando armas letais não conseguem entrar numa favela para resgatar os reféns seqüestrados, impedidos por uma manifestação de moradores articulada pelos criminosos. O Bope é chamado e, lançando granadas, faz uma progressão protegido por uma cortina de fumaça e consegue retirar as vítimas do cativeiro e prender os seqüestradores.

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