Depois de um boicote de nove dias, que terminou na segunda-feira à noite, as entidades ruralistas esperam agora que o governo de Néstor Kirchner emita um sinal de aproximação para permitir uma negociação entre as partes. A avaliação do presidente da Sociedade Rural Argentina, Luciano Miguens, é de que "o boicote contundente fez o governo sentir que estamos realmente unidos e, agora, precisamos esperar algum movimento" em direção ao diálogo. Em tom um pouco mais duro, alguns representantes das Confederações Rurais Argentinas (CRA) já avisaram "que haverá um novo boicote se o governo não se mostrar disposto a rever algumas medidas".
Para o presidente das Federações Agrárias Argentinas (FAA), Eduardo Buzzi, "a partir de hoje entramos em um compasso de espera por ter um diálogo respeitoso com as autoridades na busca de soluções dos produtores que temos, os quais exigem medidas urgentes". Os produtores afirmam que a imposição oficial de fixar preços máximos para o boi gordo, grãos e hortifrutigranjeiros é uma intervenção que elimina as leis do mercado e prejudica só os produtores. "Os únicos ilesos dessa intervenção são as indústrias que continuam enchendo os bolsos de dinheiro", afirmou Buzzi.
Além dos preços, o governo também determina limites e barreiras contra as exportações de carnes bovinas, milho e trigo, e cobra altos impostos pelos laticínios. As três principais entidades ruralistas SRA, CRA e FAA são unânimes na advertência: "se o governo não abrir o diálogo para as negociações, os boicotes vão continuar". A única diferença entre os representantes destas entidades é sobre quando fechar as porteiras de suas fazendas. O protesto, porém, é uma decisão geral.
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